Ouro de tolo

McCanuckdonalds

Quem já teve a opor­tu­ni­dade de comer san­duí­ches da Mc Donalds em esta­dos dife­ren­tes ou até mesmo em paí­ses dife­ren­tes, deve ter notado que o gosto é exa­ta­mente o mesmo.

Um amigo meu, afeito a teo­rias da cons­pi­ra­ção, me expôs a sua ver­são para este fato curi­oso. Não é que o gosto dos san­duí­ches e demais gulo­sei­mas da Mc Donalds tenha o mesmo gosto devido a um con­trole de qua­li­dade virado na gota: é que a comida da Mc Donalds, na ver­dade, não tem gosto; o gosto está em nossa mente.

Con­si­de­rando o poder da mídia e a ver­dade com­pro­vada de que a marca influ­en­cia nos­sas deci­sões sobre o gosto de algo, con­si­dero que esta teo­ria do meu colega é com­ple­ta­mente plau­sí­vel. Lem­bro de um caso um teste cego com Pepsi e Coca no qual enquanto os par­ti­ci­pan­tes não viam a marca dos refri­ge­ran­tes que bebiam, afir­ma­vam gos­tar mais do sabor do refri 1 (neste caso, Pepsi). Depois de uma segunda prova, agora vendo as mar­cas, ganhava o refri 2 (aquela-que-investe-mundos-e-fundos-em-publicidade-coca-cola).

Na pró­xima vez que for comer um san­duí­che da Mc Donalds, diga a si mesmo: isso não tem gosto, isso não tem gosto… como um man­tra con­tra o poder do mar­ke­ting. Duvido que fun­ci­one. Da mesma forma, não dá pra dizer: isso não tem calo­rias, isso não tem calo­rias… Fazer o quê? Pede um número 1 e corre pro abraço.

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