Lâmina (poema)

arde em brasa
teu nome
e aguarda, fera,
onde a lín­gua se encerra

do teu olho
(lâmina)
num sus­piro
toda carne lacera

fla­me­jante
tua letra, ple­tora,
pulsa
serpente

e nos rubros
os rios
de fêmea
con­creta
teu voraz
aceno
a presa espera

pai
mãe
filha
de ti mesma:
des­pe­da­ças o
anjo ter­rí­vel
em cha­mas
que te espreita

  • Mira Leite

    Para­béns pelo livro!! Sucesso.…