Lançamento(s) do [desvirtual provisório]

Final­mente, depois de mais de dois anos de traba­lho, lanço meu [desvir­tual provi­só­rio], com 41 poemas.

Uma prévia do lança­mento acon­te­cerá no dia 8 de novem­bro (sexta-feira), durante a Fliporto — Festa Lite­rá­ria de Porto de Gali­nhas. Lá exibi­rei em sala espe­cial minha insta­la­ção [desvir­tual provi­só­rio], que é uma relei­tura do livro. A insta­la­ção é, por um lado, uma volta minha às artes plás­ti­cas, porque parte dela é um quadro incom­pleto chamado “A Máquina”, e por outro uma aven­tura pela arte concei­tual. Pior que ela vem depois de minha leitura de Sobre Arte, Sobre Poesia, de Ferreira Gullar, ferre­nho oposi­tor da arte concei­tual. Adoro a poesia de Gullar e até concordo com ele em algu­mas de suas críti­cas à arte concei­tual. Por exem­plo, tem gente que acha que defe­car numa pia de cris­tal é arte. É? Não acho. Mas tampouco sou defen­sor ferre­nho da manu­fa­tura, como Gullar. Acho que mais do que o domí­nio da técnica, o conceito por trás da obra deve fazer sentido. Os ready mades de Duchamp queriam dizer algo? Acho que não. Eram apenas cinismo e servi­ram a um propó­sito na época. Eu acre­dito na arte concei­tual como algo poético por possi­bi­li­tar a novi­dade da primeira vez de que fala Pedro Lyra, o gosto do efêmero.

Mas volte­mos ao Desvir­tual. Prova­vel­mente haverá um mini-lançamento no sábado 9. Na terça 11, acon­tece um bate-papo sobre pós-modernidade, do qual parti­ci­pa­rão Johnny Martins, Artur Rogé­rio e André Cervins­kis. A insta­la­ção será exibida também nesta noite, prova­vel­mente em versão redu­zida. Lerei alguns poemas para pontuar algu­mas coisas do bate-papo e por aí vamos.

Abaixo o convite desvir­tual para o lança­mento na Saraiva. Em breve mais deta­lhes sobre a Fliporto