Irreverência dá o tom da FreePorto

Publi­cado no dia 07 de nov. de 2009.

A Festa Lite­rá­ria do Recife começa hoje com ati­vi­da­des “bizarras”

Quem não quer embar­car na bada­la­ção da 5ª Fli­porto, no Lito­ral sul per­nam­bu­cano, tem como apro­vei­tar no Recife a Fre­e­Porto, uma festa lite­rá­ria na acep­ção mais ampla do termo. O evento, repleto de ati­vi­da­des insó­li­tas pau­ta­das na anar­quia, instala-se na Rua da Moeda, Bairro do Recife, de hoje a domingo.
Incum­bi­dos de mos­trar como se faz uma ver­da­deira festa no uni­verso das letras, o grupo Urros Mas­cu­li­nos, a poeta Cida Pedrosa e o escri­tor Mar­ce­lino Freire abrem o evento às 20h. Na sequên­cia, apre­sen­ta­ção do reci­tal “Pula! Pula! Pula!”, tendo em vista que escri­to­res irão decla­mar da sacada do Espaço Cor­pos Per­cus­si­vos. Para encer­rar o pri­meiro dia de ati­vi­da­des, shows com as ban­das Semente de Vul­cão e Johnny Hoo­ker & Can­deias Rock City.

Espaço Cor­pos Per­cus­si­vos, 150, Rua da Moeda, Bairro do Recife

Para refor­çar o cará­ter nada con­ven­ci­o­nal do evento, Bruno Pif­far­dini, Wel­ling­ton de Melo e Artur Rogé­rio, inte­gran­tes do Urros e orga­ni­za­do­res da Fre­e­Porto, revi­si­ta­ram o for­mato de ofi­ci­nas e pro­gra­ma­ram, para este sábado, a rea­li­za­ção de off-sinas, como a enca­be­çada por Rai­mundo Car­rero, “Ins­pi­ra­ção — o raio que o parta!”, refe­rên­cia à ideia que o escri­tor cos­tuma defen­der de que ins­pi­ra­ção defi­ni­ti­va­mente não existe.

Já o escri­tor Val­mir Jor­dão ensina, em “Gera­ção 51”, a fazer uma legí­tima cai­pi­ri­nha. Ficou a cargo de Hen­ri­queta Weis­smül­ler reve­lar como trans­for­mar um poeta mar­gi­nal em um mem­bro da Aca­de­mia Per­nam­bu­cana de Letras. Sem esque­cer da par­ti­ci­pa­ção de Ari­ano Suas­suna cover, res­pon­sá­vel por ensi­nar a can­tar o frevo “Madeira do Rosa­ri­nho”. “Sem­pre se pensa lite­ra­tura como mani­fes­ta­ção careta. Então, que­re­mos fazer uma festa lite­ral­mente”, escla­rece Artur Rogério.

Mas a festa ganha teor lite­rá­rio ainda no sábado, com a pre­sença do bada­lado escri­tor pau­lista San­ti­ago Naza­rian, que lan­çará o conto “Você é meu Cristo Reden­tor”, a par­tir das 15h30. A sub­ver­são, con­tudo, volta a ditar o ritmo do evento na sequên­cia, com o lan­ça­mento de livros. Leia arre­messo de obras por escri­to­res. Na dis­puta, Mar­ce­lino Freire figura entre os favo­ri­tos, com o lan­ça­mento de “Rasif — Mar que arre­benta”. O escri­tor Jomard Muniz de Britto será a vítima de um jogo da ver­dade, res­pon­dendo a per­gun­tas sem cunho lite­rá­rio cri­a­das pelo público. Ati­vi­dade mar­cada para as 20h30, no Espaço Cor­pos Per­cus­si­vos. A par­tir das 22h, acon­tece o aguar­dado chá dan­çante da ABL, com dis­co­te­ca­gem e lan­ça­mento da anto­lo­gia “Tudo aqui fora escrito, tudo fora escrito ali”.

Além da apre­sen­ta­ção dos gru­pos lite­rá­rios Dre­mel­gas, Nas­ce­douro Poé­tico e O baile dos seres ima­gi­ná­rios, o encer­ra­mento da festa, no domingo, será mar­cado por uma pro­cis­são poé­tica pelas ruas do Recife para cele­brar o home­na­ge­ado da 1ª Fre­e­Porto, o poeta J. G. de Araújo Jorge. Exi­bi­ção de vídeos, inter­ven­ções artís­ti­cas, expo­si­ção foto­grá­fica e apre­sen­ta­ção tea­tral com­ple­tam a irre­ve­rente programação.

Ser­viço

Aber­tura da Fre­e­Porto — Festa Lite­rá­ria do Recife

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