O ventríloquo (poema)

A Delmo Montenegro

parir pala­vras mor­tas é o barato dessa nossa nova bossa o dia enve­ne­nado e a tarde uma amante velha que se aban­dona meni­nos pas­seiam feli­zes acor­ren­ta­dos a holo­fo­tes no tea­tro os bone­cos lamen­tam à meia luz a voz que nunca tive­ram mas seria o afã dos bone­cos mais ater­ra­dor que o pânico sólido do ven­trí­lo­quo que esma­gado pelo desejo das mari­o­ne­tes esque­ceu em alguma gaveta a sua voz primeira

  • http://www.literarizando.wordpress.com Bianca

    Pre­ciso dizer que estou arrepiada?

    • http://www.wellingtondemelo.com.br Wel­ling­ton de Melo

      Ah, poxa, obri­gado. Esse poema vai estar na edi­ção de março do suple­mento Pernambuco.