O peso do medo, de Wellington de Melo
Recife, domingo, 10:30 da manhã, salão de convenções onde acontece a VIII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. No estande ao lado, Frederico Barbosa tenta dar sua ótima oficina de crítica literária, e consegue, apesar de que os autofalantes não param de anunciar as atrações da programação e fazer a propaganda do megaevento. Dentro do café vazio, montado com folhas de vidro no fundo do …
As coisas, o medo e depois
Nada que consideramos antigo está realmente morto, desde que resida em memória ou lugar algum, por mais submerso. Como na lição de Eliot, a tradição não remete a algo que ficou para trás, mas a um passado que se faz presente. E, como a crítica é rica em decretar falsos óbitos, como saber qual das coisas velhas realmente se mostra incapaz de retornar ao …

