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A musa roubada (org.)

E m 2006 eu conheci a poesia de Terêza Tenó­rio a partir das aulas de Lucila Nogueira na Univer­si­dade Fede­ral de Pernam­buco. A profes­sora havia passado traba­lhos sobre poeti­sas pernam­bu­ca­nas e me coube Terêza. Depois do primeiro contato com sua poesia, fiquei real­mente inte­res­sado em conhecê-la. Soube, no entanto, que ela estava doente. Entrei em contato com a famí­lia e come­cei um lento processo de ter acesso a seus manus­cri­tos. Na época estava às voltas com estu­dos de crítica gené­tica e o mate­rial com o qual me depa­rei foi muito rico, pois reve­lou o traba­lho de uma poeta que tinha uma obses­são pela forma, chegando a rees­cre­ver o mesmo poema deze­nas de vezes.

No meio das pesqui­sas, encon­trei diver­sos poemas que não esta­vam nos livros da autora. Após um apro­fun­da­mento e a desco­berta de que se trata­vam de poemas inédi­tos, falei com Lucila Nogueira para sugerir-lhe que publi­cás­se­mos as versões daque­les poemas em um livro, que chamei de “A musa roubada”, título de um dos poemas e que, simbo­li­ca­mente, repre­sen­tava para mim a própria Terêza.

A famí­lia apro­vou a ideia e publi­ca­mos este livro, que foi lançado na VI Bienal do Livro de Pernambuco. Decidimos fazer uma versão bilín­gue, o que faz o livro único do gênero na carreira da poeta, musa da Gera­ção 65, e pioneiro em crítica gené­tica em Pernambuco. Em “A musa roubada” Livro de poemas inédi­tos da poetisa da Gera­ção 65 Terêza Tenó­rio, que orga­ni­zei em parce­ria com a profes­sora Lucila Nogueira. Também fiz a tradu­ção para o espa­nhol dos poemas do livro. Foi um traba­lho pioneiro em crítica gené­tica em Pernam­buco. Para ler um artigo que escrevi sobre o livro, clique aqui.

Esco­lha como adqui­rir este livro:

Livra­ria Cultura