Ed. Paés, 2010

o peso do medo

Este é meu terceiro livro de poemas. Come­cei a escre­ver em 2009 e mudei o projeto do livro diver­sas vezes. A proposta inicial era publi­car 3 volu­mes em formato cordel, com 10 poemas cada. Cheguei a fazer o primeiro, com uma leitura aberta que rolou na Saraiva, numa versão espe­cial do Nós Pós. Seriam sempre 50 exem­pla­res, nume­ra­dos e assi­na­dos. A leitura foi um sucesso e vendi todos em duas sema­nas. Só fiquei com o número 1, claro.

Como disse antes, o projeto do livro mudou muito desde sua primeira versão, mas ainda teria 3 blocos. Entre­guei a primeira versão do livro a alguns amigos, que tive­ram opiniões bem diver­sas sobre ele. Uma delas, no entanto, me fez obser­var vários pontos incon­sis­ten­tes no livro, que já estava na sua segunda versão

Decidi que deve­ria ser um único livro e apre­sen­tei à Editora Paés, que topou bancar a edição. É o primeiro livro que não tive que bancar, então consi­dero uma grande vitó­ria pessoal, prin­ci­pal­mente em se tratando de um livro de poesia.Esse livro para alguns é uma conti­nu­a­ção da poética de [desvir­tual provi­só­rio], para outros é uma ruptura com a proposta daquele livro. Eu, parti­cu­lar­mente, consi­dero que há uma clara linha evolu­tiva que une os três livros. Não se trata de afir­mar que um é melhor do que o outro ou que preten­dia escre­ver uma trilo­gia, apenas que é possí­vel notar uma conti­nu­a­ção de algu­mas carac­te­rís­ti­cas e o apro­fun­da­mento de certas ideias. Eu posso dizer, por exem­plo, que o poema “O pó”, do [desvir­tual provi­só­rio], é um prenún­cio d’o peso do medo. Da mesma forma que o poema Art r Rog rio, deste último livro, é a prepa­ra­ção para outra voz, para outro livro que virá. Enfim, é possí­vel ver que os livros se enten­dem de maneira sepa­rada, mas compreendê-los em sua dinâ­mica evolu­tiva permite uma outra leitura.

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