o peso do medo 30 poemas em fúria

O peso do medo, de Wellington de Melo

Recife, domingo, 10:30 da manhã, salão de conven­ções onde acon­tece a VIII Bienal Inter­na­ci­o­nal do Livro de Pernam­buco. No estande ao lado, Frede­rico Barbosa tenta dar sua ótima oficina de crítica lite­rá­ria, e conse­gue, apesar de que os auto­fa­lan­tes não param de anun­ciar as atra­ções da progra­ma­ção e fazer a propa­ganda do mega­e­vento. Dentro do café vazio, montado com folhas de vidro no fundo do …

o peso do medo 30 poemas em fúria

As coisas, o medo e depois

Nada que consi­de­ra­mos antigo está real­mente morto, desde que resida em memó­ria ou lugar algum, por mais submerso. Como na lição de Eliot, a tradi­ção não remete a algo que ficou para trás, mas a um passado que se faz presente. E, como a crítica é rica em decre­tar falsos óbitos, como saber qual das coisas velhas real­mente se mostra inca­paz de retor­nar ao …