{"id":22121,"date":"2022-05-26T12:00:16","date_gmt":"2022-05-26T15:00:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/?p=22121"},"modified":"2025-02-12T20:59:26","modified_gmt":"2025-02-12T23:59:26","slug":"o-livro-e-seus-mercados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/2022\/05\/26\/o-livro-e-seus-mercados\/","title":{"rendered":"O livro e seus mercados"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"22121\" class=\"elementor elementor-22121\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-f1510d4 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"f1510d4\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-1d0b7cb\" data-id=\"1d0b7cb\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-efb9f33 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"efb9f33\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Ray Bradbury escreveu o cl\u00e1ssico <i>Fahrenheit 451<\/i>, que nos apresenta um mundo dist\u00f3pico onde livros s\u00e3o incinerados pelos bombeiros a mando do governo. A ascens\u00e3o da extrema-direita e do fascismo em diversos pontos do planeta parecia algo distante at\u00e9 as \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es brasileiras, e o mundo ficcional de Bradbury em que o conhecimento \u00e9 rejeitado, a ignor\u00e2ncia e a trucul\u00eancia s\u00e3o virtudes nunca pareceu t\u00e3o familiar.<span class=\"Apple-converted-space\">&nbsp;<\/span><\/p><p>Por isso, citar <i>Fahrenheit 451 <\/i>seria s\u00f3 um clich\u00ea, de modo que prefiro citar outro livro de Bradbury, que, ainda que verse tamb\u00e9m sobre a faceta imperialista do autoritarismo, n\u00e3o se centra no objeto livro. Falo das <i>Cr\u00f4nicas marcianas, <\/i>que tem um trecho que me interessa. Nele, vemos o senhor Yll K:<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-abc38c4 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"abc38c4\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Esse vislumbre de Bradbury do que seria um livro marciano me faz pensar nesse artefato cultural metamorfo que vem sobrevivendo por mil\u00eanios ao sil\u00eancio, \u00e0s chamas, \u00e0s trevas, que se adaptou de forma singular \u00e0s circunst\u00e2ncias da Hist\u00f3ria e que segue ajudando a mov\u00ea-la, ali\u00e1s, a constru\u00ed-la, a n\u00e3o esquec\u00ea-la.&nbsp;<\/p>\n<p>Das tabuletas de argila ao papiro e ao pergaminho, dos c\u00f3dices ao livro impresso, da tipografia ao linotipo, dele ao <i>offset<\/i>, da impress\u00e3o digital ao <i>e-pub<\/i>, aos NFTs, e deles de volta \u00e0s edi\u00e7\u00f5es artesanais, aos livros <i>cartoneros<\/i>, \u00e0 gr\u00e1fica lenta, \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o de processos manuais. Nunca acreditei tanto em Eco e Carri\u00e8re, \u201cn\u00e3o contem no fim do livro\u201d, disseram. N\u00e3o contamos aqui, imagino, e por isso estamos aqui para discutir \u201co livro e seus mercados\u201d<span class=\"footnote_referrer\"><a role=\"button\" tabindex=\"0\" onclick=\"footnote_moveToReference_22121_1('footnote_plugin_reference_22121_1_1');\" onkeypress=\"footnote_moveToReference_22121_1('footnote_plugin_reference_22121_1_1');\" ><sup id=\"footnote_plugin_tooltip_22121_1_1\" class=\"footnote_plugin_tooltip_text\">[1]<\/sup><\/a><span id=\"footnote_plugin_tooltip_text_22121_1_1\" class=\"footnote_tooltip\">O texto \u00e9 uma adapta\u00e7\u00e3o de minha fala em mesa redonda na 13<span style=\"font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight ); background-color: #ffffff;\">\u00aa<\/span>&nbsp;Bienal do Livro do Cear\u00e1.<\/span><\/span><script type=\"text\/javascript\"> jQuery('#footnote_plugin_tooltip_22121_1_1').tooltip({ tip: '#footnote_plugin_tooltip_text_22121_1_1', tipClass: 'footnote_tooltip', effect: 'fade', predelay: 0, fadeInSpeed: 200, delay: 400, fadeOutSpeed: 200, position: 'top center', relative: true, offset: [-7, 0], });<\/script>&nbsp;<\/p>\n<p>E aqui, me permitam analisar o t\u00edtulo do encontro, que me parece ter um crucial. Notem que no t\u00edtulo do encontro temos \u201cmercados\u201d flexionado no plural. Ora, j\u00e1 nos condicionamos a ouvir \u201cmercado editorial\u201d, no singular, esse inclusive \u00e9 o nome da coluna que assino no jornal <i>Pernambuco<\/i>, publicado pela&nbsp;<a href=\"http:\/\/editora.cepe.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cepe Editora<\/a>&nbsp;e editado pelo jornalista Schneider Carpeggiani (algumas dessas colunas voc\u00ea pode ler&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/tag\/mercado-editorial\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a>).<\/p>\n<p>&nbsp;\u201cMercado editorial\u201d, no singular, n\u00e3o d\u00e1 conta da nossa realidade, e isso foi percebido com muita sensibilidade pela mulher-livro, Mileide Flores, que foi muito feliz em nos lan\u00e7ar essa provoca\u00e7\u00e3o e que ser\u00e1 o centro de minha fala. Para isso, tentarei explicar como vivo entre dois mundos, talvez n\u00e3o entre a Terra e Marte, como nas <i>Cr\u00f4nicas<\/i> de Bradbury, mas vivencio a pluralidade de mercados na pr\u00e1tica.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-ed7307b elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"ed7307b\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Cepe Editora<\/h3>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-b3497cb elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"b3497cb\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Atualmente ocupo o cargo de editor da Cepe Editora, bra\u00e7o da Companhia Editora de Pernambuco que publica livros e peri\u00f3dicos, com mais de 400 t\u00edtulos editados nos \u00faltimos 10 anos, quando uma s\u00e9rie de medidas foram implementadas para profissionalizar ainda mais o trabalho que j\u00e1 vinha sendo feito havia mais de 40 anos pela Companhia, respons\u00e1vel pela publica\u00e7\u00e3o do Di\u00e1rio Oficial de Pernambuco.\u00a0<\/p><p>A Cepe\u00a0 se modernizou e hoje oferece tamb\u00e9m servi\u00e7os de digitaliza\u00e7\u00e3o e guarda de documentos para empresas e governos, certifica\u00e7\u00e3o digital, e possui um parque gr\u00e1fico que \u00e9 acessado por autores e editoras independentes da regi\u00e3o.<\/p><p style=\"background-color: #ffffff;\">Desde minha entrada na editora, implementei um modelo de gest\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o e processos que otimizou a produ\u00e7\u00e3o de livros, o que se percebeu j\u00e1 imediatamente pelos dados: sa\u00edmos de uma m\u00e9dia de 42 livros at\u00e9 2017 para 81 livros no ano passado. Nosso cat\u00e1logo envolve os segmentos de Artes, Literatura e N\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, incluindo tamb\u00e9m o segmento infantil e infanto-juvenil. A Cepe possui dois pr\u00eamios nacionais pr\u00f3prios para originais \u2014 que, por sinal, est\u00e3o abertos at\u00e9 o dia 20 de setembro \u2014, que distribuem 80 mil reais em premia\u00e7\u00e3o em cinco categorias. Aperfei\u00e7oamos tamb\u00e9m o processo de inscri\u00e7\u00f5es destes editais, que hoje \u00e9 feito totalmente\u00a0<i>on-line.<\/i><\/p><p style=\"background-color: #ffffff; margin-bottom: 22px;\">Al\u00e9m do\u00a0<i>Di\u00e1rio Oficial<\/i>, publicamos o j\u00e1 mencionado\u00a0<i>Suplemento Pernambuco<\/i>, que antes vinha encartado no DO, mas hoje \u00e9 um dos principais jornais de literatura do pa\u00eds, com distribui\u00e7\u00e3o em pelo menos 13 capitais. Tamb\u00e9m publicamos a revista\u00a0<i>Continente<\/i>, editada pela jornalista Adriana D\u00f3ria, uma das publica\u00e7\u00f5es mais respeitadas de jornalismo cultural do pa\u00eds, com mais de 15 anos de hist\u00f3ria. Hoje, a Cepe Editora vem se firmando como uma das principais editoras ligadas \u00e0s imprensas oficiais do pa\u00eds.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-2044c7a elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"2044c7a\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Experi\u00eancia editorial<\/h3>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7e812d9 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7e812d9\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Como uma editora p\u00fablica, a Cepe Editora est\u00e1 numa situa\u00e7\u00e3o privilegiada frente \u00e0s editoras da iniciativa privada, mas, por um lado, n\u00e3o nos vemos como concorrentes, j\u00e1 que a Companhia vem investindo no fomento \u00e0s iniciativas editorais locais, por exemplo, promovendo feiras na regi\u00e3o para estimular o ecossistema da regi\u00e3o, como a Fenagreste e a Fenelivro, que acontecem em setembro e outubro, respectivamente.&nbsp;<br \/><\/p>\n<p>Por outro lado, a Cepe Editora enfrenta os mesmos problemas de distribui\u00e7\u00e3o que as editoras que est\u00e3o fora do eixo Rio-S\u00e3o Paulo ou das pequenas editoras de l\u00e1, e precisa tamb\u00e9m encontrar solu\u00e7\u00f5es criativas para a implos\u00e3o das grandes redes de livrarias, por exemplo. Temos investido em lojas pr\u00f3prias f\u00edsicas na capital, mas mantemos a distribui\u00e7\u00e3o nas livrarias locais e seguimos investindo nas pequenas redes nacionais. Paralelamente, comercializamos nossos livros, ainda com um volume reduzido, em nosso site, mas iniciamos o trabalho de distribui\u00e7\u00e3o em&nbsp;<i>market places<\/i>.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-a066f0e elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"a066f0e\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Minha experi\u00eancia editorial, no entanto, come\u00e7ou em meados dos anos 2000 como a de muitos escritores, por meio da necessidade de auto-publica\u00e7\u00e3o. Intensificou-se, no entanto, a partir a cria\u00e7\u00e3o do coletivo art\u00edstico editorial&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.mariposacartonera.com.br\/site\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mariposa Cartonera<\/a>, do qual fa\u00e7o parte. O coletivo surgiu do meu contato com o fen\u00f4meno&nbsp;<i>cartonero<\/i>, nascido durante a crise econ\u00f4mica Argentina de 2003.&nbsp;<\/p>\n<p>Naquele momento, um grupo de editores viu-se impedido de publicar pelo pre\u00e7o proibitivo do cart\u00e3o supremo que usavam para as capas de seus livros. Os fundadores da&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.eloisacartonera.com.ar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Elo\u00edsa Cartonera<\/a>&nbsp;tiveram uma ideia criativa: fazer capas \u00fanicas com papel\u00e3o coletado nas ruas ou comprado de catadores, que eram pintados \u00e0 m\u00e3o e colados a miolos previamente impressos.&nbsp;<\/p>\n<p>Em 2006, Javier Barilaro, um dos fundadores da Elo\u00edsa Cartonera, participou da Bienal de Arte de S\u00e3o Paulo e desenvolveu uma oficina com artistas pl\u00e1sticos e catadoras da Cooperglic\u00e9rio. Desta iniciativa, com a lideran\u00e7a da arte educadora L\u00facia Rosa, surge no mesmo ano a&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.dulcineiacatadora.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Dulcineia Catadora<\/a>, primeira editora deste modelo no Brasil.&nbsp;<\/p>\n<p>Em 2012, quando eu ocupava o cargo de coordenador da pasta de Literatura do Estado, convidei L\u00facia Rosa a dar uma oficia para catadores e escritores da cidade de Garanhuns, a partir da qual fundou-se a primeira editora&nbsp;<i>cartonera<\/i>&nbsp;pernambucana, a Severina Catadora. No ano seguinte, fundei a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/portfolio_page\/oficinas-cartoneras\/\" target=\"_blank\">Mariposa Cartonera<\/a>, partindo dos mesmos princ\u00edpios do fen\u00f4meno&nbsp;<i>cartonero<\/i>: economia solid\u00e1ria, com\u00e9rcio justo e sustentabilidade.&nbsp;&nbsp;<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-385c44f elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"385c44f\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Editoras e milit\u00e2ncia<\/h3>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-feaee2c elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"feaee2c\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight ); background-color: rgb(255, 255, 255);\">O fen\u00f4meno&nbsp;<\/span><i style=\"font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight ); background-color: rgb(255, 255, 255);\">cartonero<\/i><span style=\"font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight ); background-color: rgb(255, 255, 255);\">&nbsp;espalhou-se por todo o globo e hoje h\u00e1 exemplos de coletivos art\u00edstico-editorias, com um grau de formaliza\u00e7\u00e3o heterog\u00eaneo, em todos os continentes. Um estudo da USP, de 2016, revelava mais de uma centena de&nbsp;<\/span><i style=\"font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight ); background-color: rgb(255, 255, 255);\">cartoneras<\/i><span style=\"font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight ); background-color: rgb(255, 255, 255);\">&nbsp;ativas, sendo 57% na Am\u00e9rica do Sul, 25% na Am\u00e9rica do Norte, 5% na Am\u00e9rica Central e 13% entre Europa e \u00c1frica. No Brasil, a predomin\u00e2ncia de editoras&nbsp;<\/span><i style=\"font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight ); background-color: rgb(255, 255, 255);\">cartoneras<\/i><span style=\"font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight ); background-color: rgb(255, 255, 255);\">&nbsp;ficava justamente em Pernambuco, com 42% das&nbsp;<\/span><i style=\"font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight ); background-color: rgb(255, 255, 255);\">cartoneras<\/i><span style=\"font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight ); background-color: rgb(255, 255, 255);\">&nbsp;mapeadas, seguidas de S\u00e3o Paulo e Rio Grande do Sul, que juntas somam 32%.<\/span><\/p><p>Embora acredite que os n\u00fameros n\u00e3o s\u00e3o precisos, pois muitas&nbsp;<i>cartoneras<\/i> que sabia ativas naquela \u00e9poca n\u00e3o apareceram no estudo, e outras que estavam inativas figuravam na lista, \u00e9 interessante notar como o fen\u00f4meno <i>cartonero<\/i>&nbsp;encontra historicamente maior ader\u00eancia em zonas perif\u00e9ricas, seja no plano mundial seja no plano nacional.&nbsp;<\/p>\n<p>Mesmo nas zonas, digamos, mais metropolitanas, o fen\u00f4meno surge como uma alternativa ao mercado editorial convencional e ocupa espa\u00e7os negligenciados ou que n\u00e3o interessam ao grande capital. Essa complementariedade significa que n\u00e3o h\u00e1, ao menos incialmente, uma rela\u00e7\u00e3o de concorr\u00eancia com o dito \u201cgrande mercado\u201d e, o fen\u00f4meno&nbsp;<i>cartonero<\/i>, como acontece com outras iniciativas editorais independentes artesanais, acabam funcionando, por um lado, como ponto de resist\u00eancia de pr\u00e1ticas editoriais tradicionais e, por outro, como laborat\u00f3rio de experimenta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Percebe-se, por outro lado, que muitas editoras&nbsp;<i>cartoneras<\/i>, e a Mariposa se coloca ao lado destas, t\u00eam em paralelo uma a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica para al\u00e9m da milit\u00e2ncia editorial, defendendo causas de minorias, lutando contra modelos de gentrifica\u00e7\u00e3o e exclus\u00e3o social etc. Essa n\u00e3o \u00e9 uma exclusividade do fen\u00f4meno&nbsp;<i>cartonero<\/i>, obviamente, pois temos diversos exemplos de editoras que se posicionam ideologicamente de forma mais ou menos clara, sendo esse posicionamento inclusive uma forma de marcar espa\u00e7o no mercado.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-66caaa6 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"66caaa6\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Editoras e grandes autores<\/h3>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-98e801b elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"98e801b\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"background-color: #ffffff;\">No entanto, confundir o fen\u00f4meno&nbsp;<i>cartonero<\/i>&nbsp;com&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/2014\/06\/29\/mariposa-ocupa-o-estelita\/\" target=\"_blank\">ativismo<\/a>&nbsp;ou trabalho social \u00e9 um equ\u00edvoco: ainda que parta de paradigmas de consumo e com\u00e9rcio diferentes do dito \u201cgrande mercado\u201d, as editoras&nbsp;<i>cartoneras<\/i>&nbsp;movimentam solidariamente a economia em seu entorno e revigoram a paix\u00e3o pelo artefato livro de uma maneira peculiar. N\u00e3o se trata de tom\u00e1-lo como fetiche, pois os livros&nbsp;<i>cartoneros<\/i>&nbsp;s\u00e3o vendidos por pre\u00e7os acess\u00edveis, n\u00e3o se entendem como livros de artista.<\/p>\n<p style=\"background-color: #ffffff;\">Ao mesmo tempo, as editoras <i>cartoneras<\/i> trabalham tanto em fun\u00e7\u00e3o de um p\u00fablico leitor que n\u00e3o \u00e9 foco das editoras convencionais, como tamb\u00e9m divide a aten\u00e7\u00e3o e os espa\u00e7os de maneira complementar com certa faixa de p\u00fablico consumidor de livros industrializados. Essa ambival\u00eancia, nem sempre compreendida, j\u00e1 gerou acusa\u00e7\u00f5es de \u201ctrai\u00e7\u00e3o da causa\u201d que n\u00e3o se justificam, se retomamos as origens da pr\u00f3pria Elo\u00edsa Cartonera.<\/p>\n<p style=\"background-color: #ffffff;\">Assim como aconteceu na Argentina com a editora m\u00e3e do fen\u00f4meno <i>cartonero<\/i>, onde grandes autores nacionais lan\u00e7aram livros pela editora, no Brasil tamb\u00e9m diferentes gera\u00e7\u00f5es de autores vem publicando em formato cartonero, em paralelo a suas obras em editoras convencionais. A <i>Dulcineia Catadora<\/i> foi pioneira,&nbsp; mas cito Marcelino Freire, Ronaldo Correia de Brito, Maria Val\u00e9ria Rezende, Micheliny Verunschk, Jos\u00e9 Lu\u00eds Passos, Ricardo L\u00edsias, Juli\u00e1n Fuks e Sidney Rocha, autores premiados que a Mariposa Cartonera editou.&nbsp;<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-60874ee elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"60874ee\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Exemplos exitosos<\/h3>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c994d36 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"c994d36\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Cito dois exemplos interessantes: o livro\u00a0<i>Atl\u00e2ntico<\/i>, de Ronaldo Correia de Brito, foi\u00a0<a href=\"https:\/\/www.diariodepernambuco.com.br\/noticia\/viver\/2016\/10\/ronaldo-correia-de-brito-e-semifinalista-de-premio-literario-nacional.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">semifinalista do Pr\u00eamio Oceanos<\/a>, um feito in\u00e9dito se pensarmos que estamos falando de uma edi\u00e7\u00e3o de 100 exemplares, feitos \u00e0 m\u00e3o, que nunca tocaram as prateleiras de uma livraria. E se o reconhecimento numa premia\u00e7\u00e3o n\u00e3o for um par\u00e2metro, cito o livro\u00a0<i>aDeus<\/i>, do poeta Mir\u00f3 da Muribeca, que j\u00e1 vendeu mais de 4.000 exemplares, par\u00e2metros interessantes para um livro de poesia de um autor negro, perif\u00e9rico, que n\u00e3o tem um agente liter\u00e1rio e com uma edi\u00e7\u00e3o feita artesanalmente.\u00a0<\/p><p>O caso de Mir\u00f3 me lembra uma fala de ontem da colega Simone Paulino, que esclarecia que o autor deve envolver-se no processo de vendas para que se tenha sucesso no mercado, que j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 torres onde o escritor pode se esconder. Citava o exemplo de O peso do p\u00e1ssaro morto, e da energia da autora Aline Bei em vender seu trabalho. Eu fui abordado por ela no Instagram e achei incr\u00edvel o entusiasmo e iniciativa. Sem firulas, com humildade e firmeza, a abordagem foi antes do pr\u00eamio, mas eu s\u00f3 compraria o livro mais tarde. Concordo tanto a atitude de Alice como a fala de Simone: \u00e9 preciso ocupar os espa\u00e7os \u2014 este \u00e9 o verbo da segunda d\u00e9cada de 2000 \u2014 e, quando n\u00e3o houver, \u00e9 preciso cri\u00e1-los.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-3721d53 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"3721d53\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Mercado editorial e f\u00edsica qu\u00e2ntica<\/h3>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-3126150 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"3126150\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>A f\u00edsica qu\u00e2ntica aborda um tema do qual eu gosto muito, que \u00e9 o colapso da fun\u00e7\u00e3o de onda. N\u00e3o d\u00e1 pra explicar com todos os termos t\u00e9cnicos, nem eu conseguiria, mas dito da maneira mais tosca poss\u00edvel, \u00e9 como se, a partir do olhar do observador, um objeto qu\u00e2ntico, que \u00e9 um objeto hipot\u00e9tico, imponder\u00e1vel, passasse a deixar de ser ondas e adquirisse mat\u00e9ria. Ora, n\u00e3o \u00e9 preciso pensar em fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica aqui: \u00e9 a poiesis de Arist\u00f3teles, \u00e9 o poder criador da literatura.\u00a0<\/p><p>Profissionais do livro, com nosso olhar, temos a capacidade de transformar o imponder\u00e1vel em oportunidades. Temos a possibilidade de dobrar o espa\u00e7o do mercado, para me apropriar de outro termo qu\u00e2ntico. Por isso, falar de \u201cmercados\u201d em vez de \u201cmercado\u201d \u00e9 t\u00e3o oportuno como falar de \u201crealidades\u201d em vez de falar de \u201crealidade\u201d. S\u00e3o universos paralelos que s\u00e3o percebidos \u00e0s vezes apenas de relance, mas que s\u00e3o reais e t\u00eam caracter\u00edsticas e regras pr\u00f3prias \u2014 como um multiverso de tipo 4.<\/p><p>Por isso, quando falamos de \u201cmercados\u201d, no plural, precisamos analis\u00e1-los como ecossistemas que, se s\u00e3o interdependentes e integram, em maior ou menor medida, o \u201cmercado\u201d no singular, tamb\u00e9m t\u00eam singularidades que podem ser identificadas pelo cotejo de algumas caracter\u00edsticas que, vistas sob a lupa da pluralidade, se comportam de maneira distinta.\u00a0<\/p><p>Mais ou menos o que acontece, e falo pela \u00faltima vez em f\u00edsica qu\u00e2ntica, com o contraste entre a teoria da gravita\u00e7\u00e3o universal e a teoria das super cordas. Se a olho nu estas cadeiras em que estamos sentados est\u00e3o est\u00e1veis e s\u00f3lidas, a n\u00edvel subat\u00f4mico s\u00e3o como cordas vibrando incessantemente.\u00a0 Assim, os \u201cmercados\u201d s\u00e3o onde a vida efetivamente acontece, t\u00eam menos da abstra\u00e7\u00e3o do \u201cmercado\u201d no singular e mais da concretude da pr\u00e1xis.\u00a0<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-9d6ecd6 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"9d6ecd6\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Propostas para os mercados<\/h3>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-fd8ffd4 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"fd8ffd4\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"background-color: #ffffff;\">Elenco aqui\u00a0 uma proposta de oito quest\u00f5es que considero importantes para analisar esse microuniverso dos \u201cmercados\u201d no plural:\u00a0<\/p><p style=\"background-color: #ffffff;\">1) o volume potencial de cada mercado local, pensando que muitas vezes isso determinar\u00e1 o tamanho de uma editora, sua sobreviv\u00eancia ou expans\u00e3o, mesmo considerando a possibilidade de expans\u00e3o por meio de ferramentas de distribui\u00e7\u00e3o digital;\u00a0\u00a0<\/p><p style=\"background-color: #ffffff;\">2) as peculiaridades de distribui\u00e7\u00e3o, considerando a exist\u00eancia ou n\u00e3o de livrarias, as potencialidades do e-commerce e o tamanho que ele ocupa no volume de vendas, a exist\u00eancia ou n\u00e3o de distribuidores locais, o que pode obrigar aquele mercado a criar alternativas criativas como feiras independentes, eventos de circula\u00e7\u00e3o, saraus etc.;\u00a0<\/p><p style=\"background-color: #ffffff;\">3) o perfil do p\u00fablico atendido \u2014 num pa\u00eds continental como o Brasil isso \u00e9 essencial \u2014, e penso, por exemplo, no p\u00fablico atendido pela Livraria Lamarca, aqui de Fortaleza, e como editoras que compartilhem esse p\u00fablico leitor deveriam apoiar essa iniciativa;\u00a0<\/p><p style=\"background-color: #ffffff;\">4) os meios de produ\u00e7\u00e3o dispon\u00edveis \u2014 a exist\u00eancia ou n\u00e3o de parques gr\u00e1ficos locais, a disponibilidade de profissionais do livro capacitados, a capacidade e interesse de aproveitar a m\u00e3o de obra local;\u00a0<\/p><p style=\"background-color: #ffffff;\">5) o grau de formaliza\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios editoriais \u2014 h\u00e1 um grande n\u00famero de editoras que escapam de mapeamentos oficiais pois se enquadram mais como coletivos editorias, e a Mariposa Cartonera \u00e9 um exemplo;\u00a0<\/p><p style=\"background-color: #ffffff;\">6) a presen\u00e7a do investimento p\u00fablico e seu impacto no mercado editorial \u2014 seja por meio de bancos de fomento, microcr\u00e9dito, editais de publica\u00e7\u00e3o e tradu\u00e7\u00e3o ou mesmo a rela\u00e7\u00e3o que se estabelece entre editoras p\u00fablicas como a Cepe e as editoras da iniciativa privada;\u00a0<\/p><p style=\"background-color: #ffffff;\">7) a biblio-diversidade poss\u00edvel dentro de cada ecossistema, pois, por exemplo, h\u00e1 um mercado de literatura de cordel, por exemplo, que vai muito bem, obrigado, e que se retroalimenta a partir de uma tradi\u00e7\u00e3o de leitura arraigada;\u00a0<\/p><p style=\"background-color: #ffffff;\">8) o modelo econ\u00f4mico em que se baseiam os neg\u00f3cios, j\u00e1 que, por exemplo, se partimos de um modelo de economia solid\u00e1ria, certos princ\u00edpios do capitalismo puro perdem o sentido \u2014 j\u00e1 pensou que podemos querer nos manter exatamente do tamanho que estamos? Que o paradigma do crescimento \u00e9 uma ideia capitalista e que nosso plano \u00e9 aprofundar nossa exist\u00eancia sobre a Terra fazendo o que amamos? Tempo n\u00e3o \u00e9 dinheiro, disse Candido, \u201cTempo \u00e9 o tecido da nossa vida\u201d.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-338c0e4 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"338c0e4\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h3 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Alien\u00edgenas do mercado<\/h3>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c7dfa87 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"c7dfa87\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"background-color: #ffffff;\">Tudo o que disse pode ter soado estranho em alguns momentos. N\u00e3o h\u00e1 qualquer problema, porque n\u00f3s que trabalhamos com livros, esses seres t\u00e3o peculiares, dever\u00edamos estar acostumados \u00e0 estranheza. Lembro, ent\u00e3o, o final das <i>Cr\u00f4nicas marcianas<\/i>, que citei no come\u00e7o de minha fala:<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-26aa2f5 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"26aa2f5\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Talvez sejamos alien\u00edgenas, marcianos que insistem em tentar conviver com as diferen\u00e7as, a reconhecer no outro a beleza e n\u00e3o o \u00f3dio. Talvez um dia descubramos que somos, todos, alien\u00edgenas que buscam seu lugar no universo. Esse lugar talvez seja apenas uma cidade e seus livros.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"speaker-mute footnotes_reference_container\"> <div class=\"footnote_container_prepare\"><p><span role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_reference_container_label pointer\" onclick=\"footnote_expand_collapse_reference_container_22121_1();\">References<\/span><span role=\"button\" tabindex=\"0\" class=\"footnote_reference_container_collapse_button\" style=\"display: none;\" onclick=\"footnote_expand_collapse_reference_container_22121_1();\">[<a id=\"footnote_reference_container_collapse_button_22121_1\">+<\/a>]<\/span><\/p><\/div> <div id=\"footnote_references_container_22121_1\" style=\"\"><table class=\"footnotes_table footnote-reference-container\"><caption class=\"accessibility\">References<\/caption> <tbody> \r\n\r\n<tr class=\"footnotes_plugin_reference_row\"> <th scope=\"row\" class=\"footnote_plugin_index_combi pointer\"  onclick=\"footnote_moveToAnchor_22121_1('footnote_plugin_tooltip_22121_1_1');\"><a id=\"footnote_plugin_reference_22121_1_1\" class=\"footnote_backlink\"><span class=\"footnote_index_arrow\">&#8593;<\/span>1<\/a><\/th> <td class=\"footnote_plugin_text\">O texto \u00e9 uma adapta\u00e7\u00e3o de minha fala em mesa redonda na 13<span style=\"font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight ); background-color: #ffffff;\">\u00aa<\/span>&nbsp;Bienal do Livro do Cear\u00e1.<\/td><\/tr>\r\n\r\n <\/tbody> <\/table> <\/div><\/div><script type=\"text\/javascript\"> function footnote_expand_reference_container_22121_1() { jQuery('#footnote_references_container_22121_1').show(); jQuery('#footnote_reference_container_collapse_button_22121_1').text('\u2212'); } function footnote_collapse_reference_container_22121_1() { 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