{"id":6063,"date":"2010-01-01T15:52:13","date_gmt":"2010-01-01T18:52:13","guid":{"rendered":"http:\/\/wellingtondemelo.com.br\/site\/?p=6063"},"modified":"2020-04-20T23:27:00","modified_gmt":"2020-04-21T02:27:00","slug":"o-neutro-%e2%80%9clo%e2%80%9d-e-o-problema-da-classificacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/2010\/01\/01\/o-neutro-%e2%80%9clo%e2%80%9d-e-o-problema-da-classificacao\/","title":{"rendered":"O neutro \u201clo\u201d e o problema da classifica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row css_animation=&#8221;&#8221; row_type=&#8221;row&#8221; use_row_as_full_screen_section=&#8221;no&#8221; type=&#8221;full_width&#8221; angled_section=&#8221;no&#8221; text_align=&#8221;left&#8221; background_image_as_pattern=&#8221;without_pattern&#8221;][vc_column][vc_column_text]Nosso objetivo ser\u00e1 levantar discuss\u00f5es que inquietem os professores e professoras de l\u00edngua espanhola e que incentivem o aprofundamento do estudo da forma neutra \u201clo\u201d. Estamos seguros de que os pontos introduzidos neste trabalho abrir\u00e3o caminho para futuras an\u00e1lises dos profissionais, bem como dar\u00e3o uma vis\u00e3o mais ampla sobre este tema, frequentemente tratado com uma harmonia que n\u00e3o lhe \u00e9 necessariamente caracter\u00edstica pela maioria dos livros did\u00e1ticos de espanhol distribu\u00eddos no Brasil.<\/p>\n<p>Trataremos neste trabalho da forma neutra que normalmente nos livros did\u00e1ticos de espanhol como l\u00edngua estrangeira distribu\u00eddos no Brasil se classifica como artigo neutro (<em>art\u00edculo neutro<\/em>), de modo que o neutro acusativo, ou seja, aquele que desempenha a fun\u00e7\u00e3o pronominal de objeto direto, inicialmente n\u00e3o forma parte de nosso <em>corpus<\/em>. Empregaremos, por isso mesmo, o termo <em>forma neutra<\/em> quando nos referirmos ao \u201cart\u00edculo\u201d, uma vez que durante a nossa an\u00e1lise veremos que n\u00e3o raras vezes esta \u00faltima denomina\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 a mais adequada.<\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: normal;\">CONCEITO DE ARTIGO<\/span><\/h3>\n<p>\u00c9 importante, antes de come\u00e7ar a discuss\u00e3o sobre os problemas encontrados ao se tentar classificar a forma neutra \u201clo\u201d como artigo , definir que conceito adotamos para tratar desta categoria gramatical, uma vez que h\u00e1 diferentes teorias que norteiam este controverso tema.<\/p>\n<p>Tradicionalmente o artigo se caracteriza como um elemento oracional que mant\u00e9m uma rela\u00e7\u00e3o adjetiva com o substantivo. Sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9, segundo Alcina Franch e Blecua:<\/p>\n<blockquote><p>\u201ccircunscribir la extensi\u00f3n en que ha de tomarse el nombre al que se antepone, haciendo con que \u00e9ste, en vez de abarcar toda clase de objetos a que es aplicable, exprese tan s\u00f3lo aquel objeto determinado ya y conocido del que habla y del que escucha. Adem\u00e1s, el art\u00edculo se une a otras partes de la oraci\u00f3n que se usan con valor de sustantivos, ora el mismo adjetivo [\u2026] ora otras palabras\u201d (1989:549-550)<\/p><\/blockquote>\n<p>Neste ponto cabe destacar da distin\u00e7\u00e3o entre os estudiosos que assumem a exist\u00eancia de artigos definidos e indefinidos, como Lapesa (1961) ou a pr\u00f3pria Real Academia Espa\u00f1ola (RAE)<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Wellington\/Documents\/Downloads\/Artigo%20cient%C3%ADfico%20-%20Tecer%20conhecimentos%20(v.%201.3).doc#_ftn1\">[1]<\/a>, e os que consideram como artigos apenas os definidos, classificando os indefinidos como adjetivos ou pronomes (SARMIENTO &amp; S\u00c1NCHEZ, 1995)<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Wellington\/Documents\/Downloads\/Artigo%20cient%C3%ADfico%20-%20Tecer%20conhecimentos%20(v.%201.3).doc#_ftn2\">[2]<\/a>.\u00a0 Alarcos vai mais al\u00e9m e considera que o artigo, al\u00e9m de classificar o objeto denotado, atribui a esse objeto um grau de especifica\u00e7\u00e3o que o aproxima a um substantivo pr\u00f3prio (1999:84).<\/p>\n<p>Ainda segundo a vis\u00e3o tradicional, o artigo \u00e9 uma &#8220;palavra&#8221;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Wellington\/Documents\/Downloads\/Artigo%20cient%C3%ADfico%20-%20Tecer%20conhecimentos%20(v.%201.3).doc#_ftn3\">[3]<\/a>, ou seja, uma unidade que se escreve separada do substantivo e do adjetivo. J\u00e1 \u00c1lvarez Mart\u00ednez o considera um morfema nominal, semelhante ao n\u00famero e ao g\u00eanero (1989:63-99)<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Wellington\/Documents\/Downloads\/Artigo%20cient%C3%ADfico%20-%20Tecer%20conhecimentos%20(v.%201.3).doc#_ftn4\">[4]<\/a>, algo que Alcina Franch e Blecua tamb\u00e9m admitem, quando se referem aos artigos como \u201c<em>morfemas libres<\/em>\u201d (1989:549). Esses autores consideram que o artigo pode vir acompanhado de um nome (substantivo ou adjetivo), de um adv\u00e9rbio ou uma proposi\u00e7\u00e3o. Outros tipos de unidades tamb\u00e9m podem ser utilizadas com artigo, mas nestes casos assumem o valor denominativo do substantivo (<em>el pero<\/em>, <em>el s\u00ed<\/em>, <em>el pagar\u00e9<\/em>).<\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: normal;\">SERIA O NEUTRO REALMENTE UM \u201cARTIGO\u201d?<\/span><\/h3>\n<p>Esta \u00e9 a quest\u00e3o central de nossa an\u00e1lise. Se tomarmos com rigor o que foi dito anteriormente sobre o artigo, nos parece dif\u00edcil em alguns momentos classificar a forma neutra \u201clo\u201d como tal. Sarmiento e S\u00e1nchez (1995) admitem que dificilmente se pode classificar a forma neutra como um artigo, como se costuma fazer tradicionalmente \u2013 \u00a0e como \u00e9 propagado diversos livros did\u00e1ticos. Concordamos com esses autores pois, na verdade, a forma neutra possui diferentes usos e fun\u00e7\u00f5es, algumas vezes contradit\u00f3rios com o conceito que se tem de artigo.<\/p>\n<p>Para muitos gram\u00e1ticos a forma neutra desempenha uma fun\u00e7\u00e3o substantivadora diante de adjetivos<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Wellington\/Documents\/Downloads\/Artigo%20cient%C3%ADfico%20-%20Tecer%20conhecimentos%20(v.%201.3).doc#_ftn5\">[5]<\/a>.\u00a0 Nestes casos o neutro lhes proporciona um valor abstrato (G\u00d3MEZ TORREGO, 2005:73). H\u00e1, no entanto, constru\u00e7\u00f5es nas quais a forma neutra possui muito mais um valor intensificador, como ocorre em \u201c<em>Lo bella que es Juliana<\/em>\u201d. \u00c9 for\u00e7oso entender que se trata aqui de uma substantiva\u00e7\u00e3o, uma vez que o adjetivo que acompanha o neutro admite grada\u00e7\u00e3o (<em>Lo muy bella que qued\u00f3 Juliana<\/em>, <em>Lo bell\u00edsima que qued\u00f3 Juliana<\/em>)<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Wellington\/Documents\/Downloads\/Artigo%20cient%C3%ADfico%20-%20Tecer%20conhecimentos%20(v.%201.3).doc#_ftn6\">[6]<\/a>. Alcina Franch e Blecua advertem que o processo de substantiva\u00e7\u00e3o se d\u00e1 em todo o enunciado e n\u00e3o s\u00f3 sobre o adjetivo (1989:571). A grada\u00e7\u00e3o do adjetivo, que pode receber um adv\u00e9rbio como adjacente nominal, ou inclusive assumir formas superlativas sint\u00e9ticas, seria assim justificada.<\/p>\n<p>Sabemos que esse tipo de grada\u00e7\u00e3o \u00e9 caracter\u00edstico dos adjetivos e tamb\u00e9m de alguns adv\u00e9rbios, o que nos leva a entender que nestas constru\u00e7\u00f5es o que h\u00e1 realmente s\u00e3o adjetivos e n\u00e3o ocorreu uma substantiva\u00e7\u00e3o formal; tampouco h\u00e1 substantiva\u00e7\u00e3o funcional, pois o elemento que acompanha o neutro mant\u00e9m a fun\u00e7\u00e3o de atributo<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Wellington\/Documents\/Downloads\/Artigo%20cient%C3%ADfico%20-%20Tecer%20conhecimentos%20(v.%201.3).doc#_ftn7\">[7]<\/a>. O valor de atualizador, caracter\u00edstico do artigo, tamb\u00e9m se perde.<\/p>\n<p>Bosque, por otro lado, se considera que em constru\u00e7\u00f5es como <em>&#8220;Lo cort\u00e9s no quita lo valiente&#8221;<\/em>, os termos que acompanham o neutro s\u00e3o adjetivos (1991:190)<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Wellington\/Documents\/Downloads\/Artigo%20cient%C3%ADfico%20-%20Tecer%20conhecimentos%20(v.%201.3).doc#_ftn8\">[8]<\/a>. Neste ponto o pr\u00f3prio Bosque\u00a0nos ajuda no argumento contra a classifica\u00e7\u00e3o do neutro como artigo: ao fazer o contraste entre os pronomes demonstrativos e o artigo, considera que tanto os primeiros como o segundo \u201c<em>pueden agruparse con un nombre sustantivo o con la palabra que haga sus veces<\/em>\u201d (1991:213), posi\u00e7\u00e3o diferente da de Alcina Franch e Blecua (1989), antes mencionada, segundo a qual acompanham tamb\u00e9m \u201c<em>adjetivos, adverbios o una proposici\u00f3n<\/em>\u201d. Bosque mais adiante afirma que uma propriedade \u201cquase privativa do neutro\u201d \u00e9 a de<\/p>\n<blockquote><p>\u201cagruparse con un adjetivo en su forma singular masculina, o con un adjetivo en singular, si el adjetivo es invariable gen\u00e9ricamente, o incluso en algunas construcciones con adjetivos de cualquier g\u00e9nero y n\u00famero: lo nuevo; lo m\u00e1s dif\u00edcil; lo extra\u00f1os que parecen; lo graciosas que son. (BOSQUE, 1991:215)<\/p><\/blockquote>\n<p>Aproxima, al\u00e9m disto, o \u201cart\u00edculo neutro\u201d aos demonstrativos por sua capacidade de acompanhar cl\u00e1usulas de relativo e frases preposicionais (<em>lo que dijiste; lo de siempre<\/em>). O que se tenta aqui \u00e9 atribuir \u00e0 forma neutra um valor d\u00eaitico que supostamente retoma a origem latina do neutro no demonstrativo <em>llud<\/em>.<\/p>\n<p>J\u00e1 para \u00c1lvarez Mart\u00ednez, o neutro \u201clo\u201d \u00e9 gen\u00e9rico e carece de valor f\u00f3rico (1989:66), o que o afasta dos demonstrativos, claramente anaf\u00f3ricos ou cataf\u00f3ricos. Da\u00ed que o conceito de artigo como \u201cdemonstrativo debilitado\u201d tampouco possa ser aplicado ao neutro. Diga-se de passagem que \u00c1lvarez Mart\u00ednez n\u00e3o concorda com a teoria do artigo como um demonstrativo debilitado, uma vez que defende, como mencionamento anteriormente, o artigo como \u201c<em>un morfema del que dispone el sustantivo para expresar la determinaci\u00f3n<\/em>\u201d (1989:66).<\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\">CONCLUS\u00d5ES<\/span><\/h3>\n<p>Notamos ent\u00e3o que h\u00e1 v\u00e1rios problemas para que identifiquemos a forma neutra como um elemento de comportamento homog\u00eaneo e facilmente classific\u00e1vel entre os artigos. Parece ser que dita classifica\u00e7\u00e3o se remete muito mais a uma tradi\u00e7\u00e3o de estudos baseados em conceitos gramaticais gregos (el, la e lo como correla\u00e7\u00f5es de ?, ? e\u00a0 t\u00f3 [\u00c1LVAREZ MART\u00cdNEZ, 1986:27])<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Wellington\/Documents\/Downloads\/Artigo%20cient%C3%ADfico%20-%20Tecer%20conhecimentos%20(v.%201.3).doc#_ftn9\">[9]<\/a>. Por outro lado, um dos \u00a0aspectos em que se fundamentam os que defendem que a forma neutra n\u00e3o se trata de um artigo \u00e9 tamb\u00e9m diacr\u00f4nico: considerar que na l\u00edngua espanhola perdeu-se o g\u00eanero neutro do latim (MEN\u00c9NDEZ PIDAL, 1992:\u00a777). A partir daqui come\u00e7amos a contrastar as diferentes vis\u00f5es sobre o artigo.<\/p>\n<ul>\n<li>Se o artigo mant\u00e9m uma rela\u00e7\u00e3o adjetiva com o nome a que se refere, supostamente deveria sempre acompanhar a um \u201csustantivo o con la palabra que haga sus veces\u201d.<\/li>\n<li>Se por outro lado consideramos, como acreditam Alcina Franch e Blecua, que o artigo segue outro tipo de palavra ou elemento oracional (como adjetivos, adv\u00e9rbios ou proposi\u00e7\u00f5es), n\u00e3o h\u00e1 em todos os casos a substantiva\u00e7\u00e3o, como se eventualmente se prop\u00f5e.<\/li>\n<li>Se n\u00e3o h\u00e1 substantiva\u00e7\u00e3o (considerando os tipos de sustantiva\u00e7\u00e3o propostos por Alcina Franch e Blecua) do elemento que acompanha o neutro, seria o pr\u00f3prio neutro o n\u00facleo do sintagma, transformando-se desta forma em um pronome, como podemos verificar em Bosque:<\/li>\n<\/ul>\n<blockquote><p>En el an\u00e1lisis del neutro lo que proponemos en Bosque y Moreno (1988) [\u2026] el adjetivo bueno en lo bueno representa el elemento que restringe el rango de la variable que corresponde a lo, n\u00facleo del sintagma [\u2026] (1991:183)<\/p><\/blockquote>\n<ul>\n<li>Nos casos em que \u201clo\u201d tem valor de intensificador, n\u00e3o h\u00e1 por que considerar qualquer valor d\u00eaitico ou atualizador, o que mais uma vez nos afasta da concep\u00e7\u00e3o de neutro como artigo.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Nossa conclus\u00e3o n\u00e3o poderia ser outra que propor crit\u00e9rios para que o professor ou profesora assuma posi\u00e7\u00f5es sobre esse \u00a0complexo tema, j\u00e1 que dificilmente chegariamos a uma resposta definitiva paras as quest\u00f5es aqui levantadas, uma vez que representam apenas um recorte no universo de possibilidades de usos do neutro \u201clo\u201d. De acordo com a posi\u00e7\u00e3o te\u00f3rica que o professor o a professora consideram a mais adequada, poder\u00e1 chegar a diferentes conclus\u00f5es, divergentes at\u00e9 das que tentamos defender neste breve trabalho.<\/p>\n<p>Esses crit\u00e9rios que devemos assumir ao tratar da forma neutra dependem, a nosso ver, \u00a0de nossa vis\u00e3o te\u00f3rica sobre tr\u00eas pontos:<\/p>\n<ul>\n<li>o\u00a0 conceito de artigo: acompanha unicamente substantivo ou pode acompanhar outra classe de palavra?<\/li>\n<li>a compreens\u00e3o dos processos de substantiva\u00e7\u00e3o: Consegue-se identificar os diferentes tipos de substantiva\u00e7\u00e3o? Se o neutro acompanhar outro tipo de palavra, seria o neutro o n\u00facleo do sintagma nominal como acredita Bosque?<\/li>\n<li>o artigo \u00e9 uma palabra ou um morfema nominal? De acordo com a posi\u00e7\u00e3o assumida, e considerando a opini\u00e3o com respeito ao t\u00f3pico b, o neutro sim poderia ser uma palavra, j\u00e1 formas como el e la, n\u00e3o. Desta forma, podemos ainda insistir que o neutro \u00e9 um artigo?<\/li>\n<\/ul>\n<p>A compreens\u00e3o da complexidade do tema \u00e9 esencial para que os professores e professoras de espanhol se posicionem sobre a forma neutra, terminologia que acreditamos ter provado ser prefer\u00edvel a art\u00edculo neutro. Baseados em uma corrente te\u00f3rica coerente, seja ancorados na tradi\u00e7\u00e3o, seja levando em conta as mais recentes teorias, os professores e professoras devem oferecer a seus alunos a verdade e n\u00e3o recorrer \u00e0 simplifica\u00e7\u00f5es que freq\u00fcentemente vemos multiplicar-se nos livros did\u00e1ticos. \u00c9 tamb\u00e9m importante para que o profissional possa decidir que recorte pretente fazer no tema para apresent\u00e1-lo a seus grupos. Por exemplo, talvez seja mais interessante e produtivo, ao abordar esse tema, concentrar-se nas diferen\u00e7as que h\u00e1 entre a forma neutra \u201clo\u201d e o seu correspondente de acusativo masculino (notadamente um pronome).<\/p>\n<p>Este trabalho representa apenas um pontap\u00e9 inicial para que possamos ter uma vis\u00e3o mais cr\u00edtica diante do que nos prop\u00f5e certos livros did\u00e1ticos, n\u00e3o s\u00f3 com respeito \u00e0 forma neutra, mas tamb\u00e9m com in\u00fameros temas que s\u00e3o analisados de forma superficial quando n\u00e3o equivocada. Os livros did\u00e1ticos devem ser nossos companheiros no dia-a-dia de sala de aula, mas devemos ser n\u00f3s, professores e professoras de l\u00edngua espanhola, cr\u00edticos e capacitados, os que determinam os caminhos que devemos seguir nesta viagem que realizamos com os nossos alunos pelo maravilhoso mundo da l\u00edngua espanhola, como nos lembra nosso querido Antonio Machado: caminante, no hay camino, el camino se hace al andar.<\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: normal;\">REFERENCIAS<\/span><\/h3>\n<p>ALARCOS LLORACH, Emilio Alarcos. Gram\u00e1tica de la lengua espa\u00f1ola. Madrid: Espasa-Calpe, 1999.<\/p>\n<p>Alcina FRANCH, Juan; BLECUA, Jos\u00e9 Manuel. Gram\u00e1tica espa\u00f1ola. Barcelona: Editorial Ariel, 1989.<\/p>\n<p>ALONSO, A. Estil\u00edstica y gram\u00e1tica del art\u00edculo en espa\u00f1ol. In: Estudios ling\u00fc\u00edsticos, Temas espa\u00f1oles.\u00a0 Madrid: Gredos, 1967.<\/p>\n<p>\u00c1LVAREZ MART\u00cdNEZ, M. \u00c1ngeles \u00c1lvarez. El art\u00edculo como entidad funcional en el espa\u00f1ol de hoy. Madrid: Gredos, 1986.<\/p>\n<p>_______________. El pronombre. Madrid: Arco\/Libros, 1989.<\/p>\n<p>Bosque Mu\u00f1oz, Ignacio. Las categor\u00edas gramaticales. Madrid: Editorial S\u00edntesis, 1991.<\/p>\n<p>G\u00f3mez TORREGO, L. Gram\u00e1tica did\u00e1ctica del espa\u00f1ol. Madrid: Ediciones SM, 2002.<\/p>\n<p>Hernanz, M. Luisa; BRUCART, Jos\u00e9 M. La sintaxis. Barcelona: Editorial Cr\u00edtica, 1987.<\/p>\n<p>LEONETTI JUNGL, Manuel Leonetti. El art\u00edculo y la referencia. Madrid: Taurus Universitaria, 1992.<\/p>\n<p>Lapesa, Rafael. Del demostrativo al art\u00edculo. M\u00e9xico D.F.: Colegio de M\u00e9xico, 1961.<\/p>\n<p>Men\u00e9ndez PIDAL, R. Manual de gram\u00e1tica hist\u00f3rica espa\u00f1ola. Madrid: Espasa-Calpe, 1992.<\/p>\n<p>______________. Or\u00edgenes del espa\u00f1ol \u2013 estado ling\u00fc\u00edstico de la Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica hasta el siglo XI. Tomo VIII. Madrid: Espasa-Calpe, 1999.<\/p>\n<p>REAL ACADEMIA ESPA\u00d1OLA DE LA LENGUA. Esbozo de una nueva gram\u00e1tica de la lengua espa\u00f1ola. Madrid: Espasa-Calpe, 1991.<\/p>\n<p>SARMIENTO, Ram\u00f3n. S\u00c1NCHEZ, Aquilino. Gram\u00e1tica b\u00e1sica del espa\u00f1ol. Madrid: SGEL, 1995.<\/p>\n<p>SILVA, M. Cec\u00edclia P\u00e9rez de Souza; KOCH, Ingedore Grunfeld Villa\u00e7a. Ling\u00fc\u00edstica aplicada ao portugu\u00eas: morfologia. 3 ed. S\u00e3o Paulo: Cortez, 1997.<\/p>\n<hr size=\"1\" \/>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Wellington\/Documents\/Downloads\/Artigo%20cient%C3%ADfico%20-%20Tecer%20conhecimentos%20(v.%201.3).doc#_ftnref1\">[1]<\/a> Embora a defini\u00e7\u00e3o apresentada acima envolva unicamente os artigos definidos, mais adiante o Esbozo apresenta o art\u00edculo indeterminado, o art\u00edculo gen\u00e9rico, indefinido o indeterminado, que \u201cdesigna un objeto no consabido de aquel a quien se dirige la palabra\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Wellington\/Documents\/Downloads\/Artigo%20cient%C3%ADfico%20-%20Tecer%20conhecimentos%20(v.%201.3).doc#_ftnref2\">[2]<\/a> Acreditamos que muitos fatores corroboram essa teoria, como: a) a tonicidade de que carecem os definidos, b) a diferente origen etimol\u00f3gica (os demonstrativos latinos ?lle, ?lla, ?llud para os definidos e o numeral ?nus para os indefinidos), c) a possibilidade de que uno funcione como n\u00facleo de um sintagma nominal, coisa que n\u00e3o ocorre com el, etc. Um estudo mais aprofundado que reflete a nossa posi\u00e7\u00e3o pode ser encontrado em \u00c1lvarez Mart\u00ednez (1989).<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Wellington\/Documents\/Downloads\/Artigo%20cient%C3%ADfico%20-%20Tecer%20conhecimentos%20(v.%201.3).doc#_ftnref3\">[3]<\/a> Masip, por exemplo, define os art\u00edculos como \u201cpalabras que limitan y precisan el significado del nombre\u201d (1999:151).<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Wellington\/Documents\/Downloads\/Artigo%20cient%C3%ADfico%20-%20Tecer%20conhecimentos%20(v.%201.3).doc#_ftnref4\">[4]<\/a> Esta discuss\u00e3o por si s\u00f3 j\u00e1 nos tomaria todo o trabalho, de modo que nos deteremos apenas em alguns detalhes pertinentes. Considerar o artigo como um morfema nos recorda a no\u00e7\u00e3o de formas dependentes apresentada por Mattoso C\u00e2mara, embora Silva &amp; Koch deixem claro que o conceito de formas livres, presas e dependentes n\u00e3o deve ser confundido com o de morfema. Por outro lado, as mesmas autoras, ao classificar os morfemas gramaticais definem as conjun\u00e7\u00f5es, preposi\u00e7\u00f5es e pronomes relativos como morfemas relacionais (1997:26). O artigo n\u00e3o \u00e9 uma forma presa, j\u00e1 que admite intercala\u00e7\u00e3o de outras formas livres entre ela e o nome que determina. \u00a0Com efeito, o art\u00edculo \u2013 considerando a teoria que o define como as formas el, la, lo \u2013 \u00e9 uma forma \u00e1tona, e por isso mesmo dependente, uma vez que n\u00e3o pode ser empregada de maneira isolada de uma forma suficiente na l\u00edngua. Para mayores detalhes, consultar \u00c1lvarez Mart\u00ednez (1986, 1989).<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Wellington\/Documents\/Downloads\/Artigo%20cient%C3%ADfico%20-%20Tecer%20conhecimentos%20(v.%201.3).doc#_ftnref5\">[5]<\/a> Alguns autores equivocadamente falam de substantiva\u00e7\u00e3o de adv\u00e9rbios com o neutro, pero \u00c1lvarez Mart\u00ednez (1989:73) considera que o neutro apenas acompanha adjetivos. Em\u00a0 constru\u00e7\u00f5es enf\u00e1ticas como \u201cLo lejos que queda tu casa\u201d, o neutro na realidade acompanha a ora\u00e7\u00e3o ora\u00e7\u00e3o de relativo, enquanto que o adv\u00e9rbio remete ao verbo de dita ora\u00e7\u00e3o. Esta rela\u00e7\u00e3o fica expl\u00edcita se percebemos o comportamento do adjetivo em constru\u00e7\u00f5es semelhantes (Lo listas que son tus primas), que admitem varia\u00e7\u00e3o de g\u00eanero e n\u00famero. A sustantiva\u00e7\u00e3o de adv\u00e9rbios ocorre pois somente com artigos masculinos (el ayer, el s\u00ed, el no).<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Wellington\/Documents\/Downloads\/Artigo%20cient%C3%ADfico%20-%20Tecer%20conhecimentos%20(v.%201.3).doc#_ftnref6\">[6]<\/a> Se bem que o substantivo e o adjetivo naturalmente geram problemas de separa\u00e7\u00e3o e categoriza\u00e7\u00e3o, h\u00e1 algunas diferentas bem estabelecidas, de natureza a) sint\u00e1tica \u2013 os substantivos desempenham fun\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas, como sujeito ou complemento direto,\u00a0 fato que n\u00e3o acontece com os adjetivos (BOSQUE, 1991:106);\u00a0\u00a0 b) morfol\u00f3gica: o adjetivo admite, como mencionamos, intensifica\u00e7\u00e3o, um tipo de grada\u00e7\u00e3o diferente do diminutivo e do aumentativo.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Wellington\/Documents\/Downloads\/Artigo%20cient%C3%ADfico%20-%20Tecer%20conhecimentos%20(v.%201.3).doc#_ftnref7\">[7]<\/a> Sobre\u00a0 os tipos de substantiva\u00e7\u00e3o, consultar Alcina Franch e Blecua (1989).<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Wellington\/Documents\/Downloads\/Artigo%20cient%C3%ADfico%20-%20Tecer%20conhecimentos%20(v.%201.3).doc#_ftnref8\">[8]<\/a> Embora a RAE continue tratando o neutro como \u201cartigo\u201d, esta \u00e9 uma informa\u00e7\u00e3o importante para a nossa an\u00e1lise, pois freq\u00fcentemente s\u00e3o apresentados exemplos como esta para explicar processos de substantiva\u00e7\u00e3o. Entretanto, temos que admitir que neste caso poderia tratar-se de uma substantiva\u00e7\u00e3o funcional, j\u00e1 que \u201ccort\u00e9s\u201d e \u201cvaliente\u201d aparecem como sujeito e complemento direto, respectivamente.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Wellington\/Documents\/Downloads\/Artigo%20cient%C3%ADfico%20-%20Tecer%20conhecimentos%20(v.%201.3).doc#_ftnref9\">[9]<\/a> Acreditamos que propor uma linha direta do grego ao espanhol \u00e9 pouco aceit\u00e1vel, principalmente porque desta forma se ignora o latim, que carecia, como j\u00e1 vimos, de artigo.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo cient\u00edfico sobre o neutro &#8220;lo&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18329,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[701],"tags":[],"class_list":["post-6063","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-edicao"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Wellington de Melo | Artigo de Wellington de Melo sobre o neutro &quot;lo&quot; em espanhol<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/2010\/01\/01\/o-neutro-\u201clo\u201d-e-o-problema-da-classificacao\/\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:title\" content=\"Wellington de Melo | Artigo de Wellington de Melo sobre o neutro &quot;lo&quot; em espanhol\" \/>\n<meta name=\"twitter:description\" content=\"Artigo cient\u00edfico sobre o neutro &quot;lo&quot;.\" \/>\n<meta name=\"twitter:image\" content=\"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/letras.jpg\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@wjdemelo\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@wjdemelo\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Wellington de Melo\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"14 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.wellingtondemelo.com.br\\\/site\\\/2010\\\/01\\\/01\\\/o-neutro-%e2%80%9clo%e2%80%9d-e-o-problema-da-classificacao\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.wellingtondemelo.com.br\\\/site\\\/2010\\\/01\\\/01\\\/o-neutro-%e2%80%9clo%e2%80%9d-e-o-problema-da-classificacao\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Wellington de Melo\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.wellingtondemelo.com.br\\\/site\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/cf9f788f3ed8fb6ef9ea22f716e67471\"},\"headline\":\"O neutro \u201clo\u201d e o problema da classifica\u00e7\u00e3o\",\"datePublished\":\"2010-01-01T18:52:13+00:00\",\"dateModified\":\"2020-04-21T02:27:00+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.wellingtondemelo.com.br\\\/site\\\/2010\\\/01\\\/01\\\/o-neutro-%e2%80%9clo%e2%80%9d-e-o-problema-da-classificacao\\\/\"},\"wordCount\":2770,\"commentCount\":0,\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.wellingtondemelo.com.br\\\/site\\\/2010\\\/01\\\/01\\\/o-neutro-%e2%80%9clo%e2%80%9d-e-o-problema-da-classificacao\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.wellingtondemelo.com.br\\\/site\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2019\\\/11\\\/letras.jpg\",\"articleSection\":[\"Edi\u00e7\u00e3o\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.wellingtondemelo.com.br\\\/site\\\/2010\\\/01\\\/01\\\/o-neutro-%e2%80%9clo%e2%80%9d-e-o-problema-da-classificacao\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.wellingtondemelo.com.br\\\/site\\\/2010\\\/01\\\/01\\\/o-neutro-%e2%80%9clo%e2%80%9d-e-o-problema-da-classificacao\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.wellingtondemelo.com.br\\\/site\\\/2010\\\/01\\\/01\\\/o-neutro-%e2%80%9clo%e2%80%9d-e-o-problema-da-classificacao\\\/\",\"name\":\"Wellington de Melo | Artigo de Wellington de Melo sobre o neutro \\\"lo\\\" em espanhol\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.wellingtondemelo.com.br\\\/site\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.wellingtondemelo.com.br\\\/site\\\/2010\\\/01\\\/01\\\/o-neutro-%e2%80%9clo%e2%80%9d-e-o-problema-da-classificacao\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.wellingtondemelo.com.br\\\/site\\\/2010\\\/01\\\/01\\\/o-neutro-%e2%80%9clo%e2%80%9d-e-o-problema-da-classificacao\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.wellingtondemelo.com.br\\\/site\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2019\\\/11\\\/letras.jpg\",\"datePublished\":\"2010-01-01T18:52:13+00:00\",\"dateModified\":\"2020-04-21T02:27:00+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.wellingtondemelo.com.br\\\/site\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/cf9f788f3ed8fb6ef9ea22f716e67471\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.wellingtondemelo.com.br\\\/site\\\/2010\\\/01\\\/01\\\/o-neutro-%e2%80%9clo%e2%80%9d-e-o-problema-da-classificacao\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.wellingtondemelo.com.br\\\/site\\\/2010\\\/01\\\/01\\\/o-neutro-%e2%80%9clo%e2%80%9d-e-o-problema-da-classificacao\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.wellingtondemelo.com.br\\\/site\\\/2010\\\/01\\\/01\\\/o-neutro-%e2%80%9clo%e2%80%9d-e-o-problema-da-classificacao\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.wellingtondemelo.com.br\\\/site\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2019\\\/11\\\/letras.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/www.wellingtondemelo.com.br\\\/site\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2019\\\/11\\\/letras.jpg\",\"width\":750,\"height\":200},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.wellingtondemelo.com.br\\\/site\\\/2010\\\/01\\\/01\\\/o-neutro-%e2%80%9clo%e2%80%9d-e-o-problema-da-classificacao\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/www.wellingtondemelo.com.br\\\/site\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"O neutro \u201clo\u201d e o problema da classifica\u00e7\u00e3o\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.wellingtondemelo.com.br\\\/site\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.wellingtondemelo.com.br\\\/site\\\/\",\"name\":\"Wellington de Melo | escritor\",\"description\":\"P\u00e1gina do escritor Wellington de Melo\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/www.wellingtondemelo.com.br\\\/site\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.wellingtondemelo.com.br\\\/site\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/cf9f788f3ed8fb6ef9ea22f716e67471\",\"name\":\"Wellington de Melo\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/fe4cb3a22a316d71dadda2057eae795ac8ce6b29df72d6be93bafa489b33f5d7?s=96&d=retro&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/fe4cb3a22a316d71dadda2057eae795ac8ce6b29df72d6be93bafa489b33f5d7?s=96&d=retro&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/fe4cb3a22a316d71dadda2057eae795ac8ce6b29df72d6be93bafa489b33f5d7?s=96&d=retro&r=g\",\"caption\":\"Wellington de Melo\"},\"description\":\"Escritor e editor, autor dos romances Estrangeiro no labirinto (Semi-finalista do Pr\u00eamio Portugal Telecom) e Felicidade.\",\"sameAs\":[\"http:\\\/\\\/www.wellingtondemelo.com.br\"]}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Wellington de Melo | Artigo de Wellington de Melo sobre o neutro \"lo\" em espanhol","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/2010\/01\/01\/o-neutro-\u201clo\u201d-e-o-problema-da-classificacao\/","twitter_card":"summary_large_image","twitter_title":"Wellington de Melo | Artigo de Wellington de Melo sobre o neutro \"lo\" em espanhol","twitter_description":"Artigo cient\u00edfico sobre o neutro \"lo\".","twitter_image":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/letras.jpg","twitter_creator":"@wjdemelo","twitter_site":"@wjdemelo","twitter_misc":{"Escrito por":"Wellington de Melo","Est. tempo de leitura":"14 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/2010\/01\/01\/o-neutro-%e2%80%9clo%e2%80%9d-e-o-problema-da-classificacao\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/2010\/01\/01\/o-neutro-%e2%80%9clo%e2%80%9d-e-o-problema-da-classificacao\/"},"author":{"name":"Wellington de Melo","@id":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/#\/schema\/person\/cf9f788f3ed8fb6ef9ea22f716e67471"},"headline":"O neutro \u201clo\u201d e o problema da classifica\u00e7\u00e3o","datePublished":"2010-01-01T18:52:13+00:00","dateModified":"2020-04-21T02:27:00+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/2010\/01\/01\/o-neutro-%e2%80%9clo%e2%80%9d-e-o-problema-da-classificacao\/"},"wordCount":2770,"commentCount":0,"image":{"@id":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/2010\/01\/01\/o-neutro-%e2%80%9clo%e2%80%9d-e-o-problema-da-classificacao\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/letras.jpg","articleSection":["Edi\u00e7\u00e3o"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/2010\/01\/01\/o-neutro-%e2%80%9clo%e2%80%9d-e-o-problema-da-classificacao\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/2010\/01\/01\/o-neutro-%e2%80%9clo%e2%80%9d-e-o-problema-da-classificacao\/","url":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/2010\/01\/01\/o-neutro-%e2%80%9clo%e2%80%9d-e-o-problema-da-classificacao\/","name":"Wellington de Melo | Artigo de Wellington de Melo sobre o neutro \"lo\" em espanhol","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/2010\/01\/01\/o-neutro-%e2%80%9clo%e2%80%9d-e-o-problema-da-classificacao\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/2010\/01\/01\/o-neutro-%e2%80%9clo%e2%80%9d-e-o-problema-da-classificacao\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/letras.jpg","datePublished":"2010-01-01T18:52:13+00:00","dateModified":"2020-04-21T02:27:00+00:00","author":{"@id":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/#\/schema\/person\/cf9f788f3ed8fb6ef9ea22f716e67471"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/2010\/01\/01\/o-neutro-%e2%80%9clo%e2%80%9d-e-o-problema-da-classificacao\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/2010\/01\/01\/o-neutro-%e2%80%9clo%e2%80%9d-e-o-problema-da-classificacao\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/2010\/01\/01\/o-neutro-%e2%80%9clo%e2%80%9d-e-o-problema-da-classificacao\/#primaryimage","url":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/letras.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/letras.jpg","width":750,"height":200},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/2010\/01\/01\/o-neutro-%e2%80%9clo%e2%80%9d-e-o-problema-da-classificacao\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"O neutro \u201clo\u201d e o problema da classifica\u00e7\u00e3o"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/#website","url":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/","name":"Wellington de Melo | escritor","description":"P\u00e1gina do escritor Wellington de Melo","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/#\/schema\/person\/cf9f788f3ed8fb6ef9ea22f716e67471","name":"Wellington de Melo","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/fe4cb3a22a316d71dadda2057eae795ac8ce6b29df72d6be93bafa489b33f5d7?s=96&d=retro&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/fe4cb3a22a316d71dadda2057eae795ac8ce6b29df72d6be93bafa489b33f5d7?s=96&d=retro&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/fe4cb3a22a316d71dadda2057eae795ac8ce6b29df72d6be93bafa489b33f5d7?s=96&d=retro&r=g","caption":"Wellington de Melo"},"description":"Escritor e editor, autor dos romances Estrangeiro no labirinto (Semi-finalista do Pr\u00eamio Portugal Telecom) e Felicidade.","sameAs":["http:\/\/www.wellingtondemelo.com.br"]}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6063","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6063"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6063\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17726,"href":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6063\/revisions\/17726"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18329"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6063"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6063"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6063"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}