{"id":6257,"date":"2010-01-22T17:09:24","date_gmt":"2010-01-22T20:09:24","guid":{"rendered":"http:\/\/wellingtondemelo.com.br\/site\/?p=6257"},"modified":"2022-08-25T05:18:17","modified_gmt":"2022-08-25T08:18:17","slug":"prefira-nem-ler","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/2010\/01\/22\/prefira-nem-ler\/","title":{"rendered":"Prefira nem ler"},"content":{"rendered":"<p>Li recentemente em um site uma excelente cr\u00edtica aos novos &#8216;movimentos&#8217; liter\u00e1rios em Recife. J\u00e1 n\u00e3o era sem tempo.<\/p>\n<p>Era preciso haver uma cr\u00edtica s\u00e9ria, que mostrasse os perigos desse verdadeiro oba-oba que esses jovens v\u00eam montando na cidade. N\u00e3o posso fugir do clich\u00ea de citar Nelson Rodrigues ao dizer que toda unanimidade \u00e9 burra. Afinal, \u00e9 s\u00f3 na dial\u00e9tica que reconhecemos o valor efetivo desses grupos e da produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria advinda deles. Mais: diria que \u00e9 papel de cr\u00edticos como o autor do artigo em quest\u00e3o come\u00e7arem a escrever sobre o que realmente importa na vida liter\u00e1ria desses jovens, ou seja, sua produ\u00e7\u00e3o. N\u00e3o me resta d\u00favida, e aqui me refiro diretamente ao Cr\u00edtico, que j\u00e1 deve ter lido tudo o que eles andam produzindo. O segundo passo, espero, ser\u00e1 uma an\u00e1lise cr\u00edtica dessa produ\u00e7\u00e3o ins\u00edpida desses come\u00e7os de XXI em Pernambuco.<\/p>\n<p>Mas voltando ao texto do Cr\u00edtico, eu apontaria apenas algumas inconsist\u00eancias na articula\u00e7\u00e3o de seu argumento, o que aparentemente denota que n\u00e3o entendeu ainda o que est\u00e1 acontecendo na \u2018cena liter\u00e1ria&#8217; (n\u00e3o sei se \u00e9 digna do termo, na verdade). Para mostrar esses problemas, \u00a0seria interessante fazer um breve hist\u00f3rico dos dois grupos citados, quais sejam o N\u00f3s P\u00f3s e o Urros Masculinos. Advirto que o meu relato \u00e9 completamente parcial e se baseia em minha fr\u00e1gil e fragment\u00e1ria mem\u00f3ria. Perdoem os envolvidos por qualquer omiss\u00e3o ou distor\u00e7\u00e3o da realidade. Ao Cr\u00edtico, advirto que meu texto se apresenta muito mais como uma amplia\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o da cr\u00edtica do que uma mera r\u00e9plica.<\/p>\n<figure style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" \" src=\"http:\/\/farm4.static.flickr.com\/3616\/3285180708_7745242bcf.jpg\" alt=\"Bruno Piffardini fazendo macaquices no N\u00f3s P\u00f3s. Raimundo Carreo tamb\u00e9m estava nessa noite.\" width=\"350\" height=\"263\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Bruno Piffardini fazendo macaquices no N\u00f3s P\u00f3s. Carrero tamb\u00e9m estava nessa noite simiesca.<\/figcaption><\/figure>\n<p>O N\u00f3s P\u00f3s nasceu em 2007 do desejo de um pessoal de criar um espa\u00e7o para a divulga\u00e7\u00e3o do trabalho de novos autores e de encontro com autores consagrados (nomes como Lucila Nogueira e Raimundo Carrero participaram do N\u00f3s P\u00f3s, dividindo o espa\u00e7o no microfone com os \u2018novos\u2019). Fui convidado a participar da edi\u00e7\u00e3o 6 porque um dos organizadores leu um livro meu e decidiu me chamar. Ali\u00e1s, ler autores jovens de maneira despretenciosa \u00e9 um exerc\u00edcio ainda raro \u00e0 cr\u00edtica. Creio que me apresentei tr\u00eas vezes no N\u00f3s P\u00f3s, que ent\u00e3o contava com Artur Rog\u00e9rio, que era um dos idealizadores, e pessoas como Alexandre, Ana Maria, Danuza e Jhonatan, que faziam a produ\u00e7\u00e3o com muito carinho e dedica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Artur Rog\u00e9rio, que j\u00e1 tinha contos publicados em antologias e suplementos culturais ent\u00e3o, saiu do N\u00f3s P\u00f3s em 2008, mas o grupo continuou promovendo encontros. No mesmo ano Artur chamou alguns amigos, entre eles Biagio, Bruno Piffardini e Cristhiano Aguiar \u2013 todos eles j\u00e1 tinham se apresentado no N\u00f3s P\u00f3s. Fundaram o Urros Masculinos \u00a0(n\u00e3o sei quem deu a ideia do nome), que era na verdade uma brincadeira com o grupo recitativo \u201cVozes Femininas\u201d. Cristhiano Aguiar nunca chegou efetivamente a fazer parte do Urros. Fernando Farias (contista) integrou o grupo por algum tempo e Biagio teve que deixar o grupo por quest\u00f5es de agenda. No final de 2008 eu entrei para o grupo, que at\u00e9 ent\u00e3o tinha feito uma apresenta\u00e7\u00e3o no Quartas Liter\u00e1rias, produzido por Silvana Menezes, e estava se preparando para outra apresenta\u00e7\u00e3o, que acabou n\u00e3o acontecendo. A forma\u00e7\u00e3o atual do Urros ent\u00e3o seria Artur Rog\u00e9rio, Bruno Piffardini e este que vos escreve.<\/p>\n<p>S\u00f3 esse breve hist\u00f3rico j\u00e1 demonstra a voc\u00ea, Cr\u00edtico, que os dois grupos s\u00e3o de naturezas diferentes, com propostas diferentes. Logo, o corpus alvo \u00a0de sua f\u00faria \u00e9 no m\u00ednimo inconsistente. N\u00e3o me estranhar\u00e1 se, em alguns meses, acrescentar ao hall dos macacos liter\u00e1rios o grupo Dremelgas, que com seu lindo texto \u201cPra que tudo isso?\u201d d\u00e1 um tapa nessa profus\u00e3o de festas, festivais e coisa e tais liter\u00e1rios (ir\u00f4nico, n\u00e3o?). O Dremelgas possui ex-integrantes do N\u00f3s P\u00f3s, do Urros ou de nenhum deles! Curioso notar tamb\u00e9m como n\u00e3o citados entre os primatas grupos como o Vacatussa ou a Crispim, ambos anteriores aos grupos citados, embora com uma proposta menos subversiva. J\u00e1 que se colocam grupos diferentes, sejamos pela diversidade e coloquemos todos num balaio de gatos s\u00f3. Ou de macacos.<\/p>\n<p>Mas a afirma\u00e7\u00e3o mais contundente do seu texto \u00e9 transcrita aqui:<\/p>\n<blockquote><p><em>\u201co clima de irrever\u00eancia e &#8216;dane-se a Academia&#8217;, ou os agentes liter\u00e1rios, ou o mercado editorial, ou mesmo o leitor ou ainda uns aos outros (no pior sentido da palavra \u2013 ou no melhor, quem sabe) \u00e9 a t\u00f4nica.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>O Cr\u00edtico. Coloquem no Google, se quiserem.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Observe-se que na an\u00e1lise do Cr\u00edtico \u2013 nesse momento me volto a voc\u00ea, \u00f3 leitor curioso \u2013 sua breve an\u00e1lise desses grupos, t\u00e3o d\u00edspares entre si, tamb\u00e9m utiliza \u2018grandezas\u2019 diferentes, pois mistura espa\u00e7os de legitima\u00e7\u00e3o da literatura com inst\u00e2ncias da cadeia produtiva do livro \u2013 al\u00e9m, claro, de uma sintaxe sofr\u00edvel, o que n\u00e3o vem ao caso. Mas ignorando a sua falta de par\u00e2metros, consideremos se podemos identificar essa postura <em>vintage-new-punk<\/em>\u00ad<em>&#8211;<\/em>retr\u00f4 nos grupos que citou a partir da sua \u00a0trajet\u00f3ria. Realmente n\u00e3o sei de onde tirou essas ideias, mas devo dizer que s\u00e3o bem anos 80. Mas para mostrar qu\u00e3o estapaf\u00fardia \u00e9 a sua afirma\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso falar sobre a segunda fase do Urros.<\/p>\n<p>Quando entrei no grupo no final de 2008, tinha a ideia fixa de tentar criar novas maneiras de intera\u00e7\u00e3o entre os escritores e os leitores, aproxim\u00e1-los. Levei isso ao grupo, discutimos e realizamos em abril de 2009, na semana de Manuel Bandeira, a primeira \u2018macaquice liter\u00e1ria\u2019 (sic): lemos \u201cVou-me embora pra Pas\u00e1rgada\u201d numa pra\u00e7a de alimenta\u00e7\u00e3o de um grande shopping no Recife. N\u00e3o vou pedir que entenda o simbolismo do ato, \u00f3 Cr\u00edtico \u2013 n\u00e3o voc\u00eas, queridos leitores \u2013 \u00a0pois talvez seja pedir demais. O que houve de novo, diferente das \u2018interven\u00e7\u00f5es\u2019 p\u00fablicas que costumamos ver desde sempre, foi que nessa aglomera\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea tanto escritores como leitores (principalmente esses \u00faltimos) foram chamados pela Internet para a leitura e tudo seria muito espont\u00e2neo, sem ensaios, sem cord\u00f5es de isolamentos entre essas duas \u2018ra\u00e7as\u2019 (escritores e leitores). Isso, em si, n\u00e3o \u00e9 novo. Chama-se flashmob e voc\u00ea, \u00f3 Cr\u00edtico, j\u00e1 deve ter ouvido falar. Pode parecer modernoso e pop-cult, mas por que n\u00e3o procurar outras maneiras \u00a0de se vivenciar literatura, longe dos saraus e col\u00f3quios acad\u00eamicos? Se chama essa busca de macaquice liter\u00e1ria, pois ent\u00e3o eu sou macado desde menino.<\/p>\n<p>O segundo \u2018ato simiesco\u2019 (estou dando um ar mais acad\u00eamico para que o Cr\u00edtico se sinta mais confort\u00e1vel) foi uma coisa banal: o Sarapateliter\u00e1rio. Foi s\u00f3 o primeiro leil\u00e3o de manuscritos e originais de escritores no estado de Pernambuco. Foram leiloados manuscritos Lucila Nogueira, Gilvan Lemos, Jomard Muniz de Britto, Raimundo Carrero, Ter\u00eaza Ten\u00f3rio, Cida Pedrosa e Valmir Jord\u00e3o. Voc\u00ea, como um grande conhecedor da literatura atual produzida no estado, deve saber que esses nomes v\u00e3o de desde membros da Academia, a antiacad\u00eamios passando pelos que n\u00e3o est\u00e3o nem a\u00ed para ela. Porque, mais uma vez, n\u00e3o interessava ao Urros o seu \u2018dane-se a Academia\u2019: interessava congregar v\u00e1rias vozes para algo maior, mais visceral: a FreePorto \u2013 a macacada final de 2009. O dinheiro arrecadado no evento foi todo revertido para a festa.<\/p>\n<p>Mas antes de chegar a ela, temos direito a saltitar como macacos e nos jogar no ch\u00e3o, repetindo versos de Drummond. Eis que acontece em outubro a segunda flashmob do Urros: No meio do caminho. As pessoas deveriam jogar-se no ch\u00e3o e repetir, por dois minutos, os versos acima. \u201cE isso \u00e9 literatura?\u201d. Claro que n\u00e3o, \u00f3 Cr\u00edtico meu. Isso \u00e9 viv\u00ea-la, senti-la em todos os seus poros enquanto se est\u00e1 no ch\u00e3o de um lugar frequentado por milhares de pessoas, impedindo a passagem dessas pessoas e sentido o ch\u00e3o tremer em seu corpo enquanto se repete Drummond como um mantra. Pergunte se os que participaram da coisa acham algo parecido, se em algum momento de suas vidas v\u00e3o esquecer essa experi\u00eancia. Macaquice \u00e9 um ponto de vista.<\/p>\n<p>A FreePorto foi outra pe\u00e7a pregada pelo Urros. Muito j\u00e1 se falou sobre a festa e n\u00e3o adianta repetir aqui, pois imagino que para ter escrito seu texto, \u00f3 Cr\u00edtico, deve ter ido e odiado. \u00a0\u00c9 claro que havia a ironia \u00e0 Fliporto, mas n\u00e3o s\u00f3 a ela: ao engravatamento, \u00e0 literatura se achando mais que qualquer outra coisa, aos eventos liter\u00e1rios convencionais e repetitivos Brasil afora, ao gabinete como verdade suprema. E, mais uma vez, fomos coerentes: quer\u00edamos uma festa com leitores e escritores se misturando, conversando, trocando ideias sobre tudo, inclusive, veja s\u00f3, literatura! Da mesma forma, conseguimos juntar numa mesma festa escritores das mais diversas dic\u00e7\u00f5es e ideologias por algo comum: celebrar a literatura.<\/p>\n<figure style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/freeporto.files.wordpress.com\/2009\/11\/felipeferreira3dia-5.jpg\" alt=\"Pedro Am\u00e9rico e JMB na FreePorto. Macaqueando, com certeza.\" width=\"350\" height=\"232\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Pedro Am\u00e9rico e JMB na FreePorto. Dois &#8216;macaco veio&#8217;.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Se observar bem, fica dif\u00edcil depois desses dois par\u00e1grafos voc\u00ea sustentar, \u00f3 Cr\u00edtico, a coisa do \u2018dane-se o leitor\u2019 e \u2018danem-se uns aos outros\u2019(sic, eu realmente n\u00e3o sei como \u2018se danam uns aos outros\u2019). Restam agora os \u2018agentes liter\u00e1rios\u2019 e o \u2018mercado editorial\u2019. Nesse ponto, voc\u00ea finalmente fala algo interessante. Cito:<\/p>\n<blockquote><p><em>\u201c<\/em><em>Tudo cuidadosamente maquiado para disfar\u00e7ar suas faltas de op\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas por meio do riso f\u00e1cil e de uma falsa ironia que antes de atingir negativamente seus alvos parece ser uma isca para o pr\u00f3prio mercado editorial que se debru\u00e7a muitas vezes a um humorismo capenga e a um tipo de texto que pretende salvar vidas e cora\u00e7\u00f5es, mas que \u00e9 muito mais representativo de um vazio t\u00e3o comum \u00e0quela onda que busca apenas o choque calculado pelas atitudes pretensamente &#8216;inovadoras&#8217;.<\/em><\/p>\n<p><em>O Cr\u00edtico. Google.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Voc\u00ea quase entendeu, \u00f3 querido Cr\u00edtico! A diferen\u00e7a \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 maquiagem alguma, n\u00e3o h\u00e1 subterf\u00fagios. H\u00e1 criatividade, trabalho e perseveran\u00e7a. N\u00e3o h\u00e1 alvos a serem atacados: o objetivo \u00e9 suscitar a cr\u00edtica e subverter certas vis\u00f5es estagnadas. \u00c9 \u00f3bvio que nosso objetivo \u00e9 desviar o olhar para essa nova produ\u00e7\u00e3o! Sempre foi isso desde o come\u00e7o! N\u00e3o s\u00e3o \u2018academias de jovens\u2019, s\u00e3o grupos de escritores que sim, querem ser publicados e seguem caminhos pouco convencionais para tal. Parece-me curioso, no entanto, que s\u00f3 nesta parte do texto se fale finalmente da produ\u00e7\u00e3o desses autores, porque o artigo do Cr\u00edtico se limita a falar do \u2018au\u00ea\u2019 promovido por essas festas liter\u00e1rias. O Cr\u00edtico perdeu a oportunidade de escrever um excelente texto. Um texto que seria um grito de \u201conde est\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o dessas pessoas festeiras?\u201d \u00a0Ao inv\u00e9s disso, limitou-se a um resmungo reacion\u00e1rio e in\u00f3quo sobre movimenta\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria.<\/p>\n<p>Sua an\u00e1lise (eu sei, meus leitores, curiosos por ler o texto do Cr\u00edtico; j\u00e1 falei, Google), por fim, se baseia num argumento externamente incoerente, como que sa\u00eddo de uma mente autista. E ela come\u00e7a a ser incoerente \u00a0\u2013 an\u00e1lise, n\u00e3o a mente autista \u2013 justamente quando fundamenta sua ret\u00f3rica no &#8216;prefiro n\u00e3o fazer&#8217; \u2013 talvez mais para dar uma cara <em>pop-cult-Cosac-Naify-Livraria-Cultura<\/em> a seu texto do que por outro motivo. Parece que estamos vendo realidades diferentes, pois enquanto voc\u00ea avalia esses grupos primeiro como \u2018movimentos\u2019, r\u00f3tulo que nunca foi imposto por eles mesmos. Segundo, como uma oposi\u00e7\u00e3o pura e simples a tudo, um bando de niilistas perdidos. Na verdade, o que esses grupos t\u00eam \u00e9 justamente f\u00e9. F\u00e9 de que exista vida inteligente nas academias, que as editoras tenham um olhar mais cuidadoso para a produ\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea e ainda n\u00e3o premiada, de que ainda vale a pena escrever num pa\u00eds com a m\u00e9dia de livros comprados e lidos como o Brasil.<\/p>\n<p>Esses grupos compartilham essas experi\u00eancias como quaisquer escritores contempor\u00e2neos de outros compartilharam. Isso n\u00e3o implica qualquer identifica\u00e7\u00e3o est\u00e9tica ou pressup\u00f5e a cria\u00e7\u00e3o de um manifesto da literatura contempor\u00e2nea do s\u00e9culo XXI, pelo amor de Deus! A manuten\u00e7\u00e3o desses grupos ajuda, de alguma forma, a fazer aparecer para a Academia, para os leitores, para o mercado editorial, para os pr\u00f3prios escritores \u2013 n\u00e3o necessariamente nessa ordem \u2013 essas novas vozes que, como bem disse o Cr\u00edtico, passar\u00e3o \u2013 e precisam passar \u2013 pelo crivo do tempo. Talentos individuais aparecer\u00e3o, grupos liter\u00e1rios far\u00e3o seu papel e ser\u00e3o esquecidos, mencionados talvez num semin\u00e1rio qualquer, vinte anos depois. <em>C\u2019est la vie<\/em>.<\/p>\n<p>\u00c0 guisa de tornar o exerc\u00edcio da cr\u00edtica mais objetivo, proponho ao Cr\u00edtico que, ao inv\u00e9s de ridicularizar as macaquices liter\u00e1rias desse pessoal desocupado de Pernambuco, desses escritorezinhos \u00a0festeiros, que fa\u00e7a o que propus em meu primeiro par\u00e1grafo: leia a produ\u00e7\u00e3o desses autores e escreva sobre essas obras em constru\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que ter\u00e1 material suficiente para demonstrar qu\u00e3o fraca \u00e9 a literatura atual se comparada \u00e0 dos mestres (?). Se divertir\u00e1, por exemplo, com meu primeiro livro, motivo de embara\u00e7o para mim e que terei que levar \u00e0 tumba. Mas s\u00f3 assim se tornar\u00e1 um cr\u00edtico liter\u00e1rio e n\u00e3o um colunista social com achaques de academicismo.<\/p>\n<p>De qualquer forma, gostaria de parabeniz\u00e1-lo mais uma vez pela iniciativa de escrever seu artigo. Seu texto \u00e9 o primeiro que, abertamente, critica grupos como o N\u00f3s P\u00f3s ou o Urros Masculinos. Isso \u00e9 excelente porque \u00e9 uma maneira tamb\u00e9m de voc\u00ea aparecer, \u00e0 melhor maneira de Bartleby, sem fazer absolutamente nada.<\/p>\n<p>Fotos: Felipe Ferreira, Wellington de Melo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sobre um texto lido dia desses na net.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18804,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[563],"tags":[1309,1003,197],"class_list":["post-6257","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ensaios-cronicas","tag-blog","tag-literatura","tag-opiniao"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Wellington de Melo | Artigo sobre um texto lido na net.<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, 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