{"id":8441,"date":"2011-01-04T08:13:07","date_gmt":"2011-01-04T11:13:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/?p=8441"},"modified":"2014-02-07T10:40:22","modified_gmt":"2014-02-07T13:40:22","slug":"carta-a-fabio-andrade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/2011\/01\/04\/carta-a-fabio-andrade\/","title":{"rendered":"Carta a F\u00e1bio Andrade"},"content":{"rendered":"<p><em>Em resposta a um coment\u00e1rio no Facebook e para fechar a quest\u00e3o, provisoriamente.<\/em><\/p>\n<p>F\u00e1bio,<\/p>\n<p>Voc\u00ea prop\u00f5e, em coment\u00e1rio a um post do Facebook que<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;fa\u00e7amos um evento de verdade, uma grande discuss\u00e3o, onde possamos apresentar nossos pontos de vista sobre o outro, sobre sua poesia, sobre o que gostamos e o que n\u00e3o gostamos, e mais importante: dizer porque achamos interessante e porque n\u00e3o achamos pertinente.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">F\u00e1bio Andrade, pelo <a id=\"aptureLink_jCDaP8ZkVh\" href=\"http:\/\/www.facebook.com\/photo.php?fbid=1516824967027&amp;set=a.1221708589302.2028812.1426582225&amp;comments\">Facebook<\/a>.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Eu lhe digo que n\u00e3o \u00e9 preciso fazer eventos para isso, F\u00e1bio. Basta fazer o que precisa ser feito: escrever cr\u00edtica liter\u00e1ria nas inst\u00e2ncias tradicionais impressas ou mesmo atrav\u00e9s da internet, por meio de sites liter\u00e1rios s\u00e9rios como o da Crispim ou o NotaPE, que v\u00eam despontando nos \u00faltimos meses. A n\u00e3o ser que cr\u00edtica liter\u00e1ria se fa\u00e7a agora pelo Facebook e eu esteja defasado. Vale, at\u00e9, usar blogs pessoais para isso, veja s\u00f3. Voc\u00ea tem um trabalho s\u00f3lido nesse sentido e deveria continuar com ele, como no n\u00famero da Continente Documento sobre poesia contempor\u00e2nea e a sua tese, naturalmente. N\u00e3o vejo entre os jovens uma autoridade maior para falar de poesia contempor\u00e2nea no estado. N\u00e3o h\u00e1 ironia em minha fala, estou dizendo de todo o cora\u00e7\u00e3o. Utilize-a como deve ser utilizada.<\/p>\n<p>Quando voc\u00ea fala &#8216;eventos de verdade&#8217;, fica claro seu desprezo \u00e0 FreePorto. Mas n\u00e3o sei se estava na mesa sobre poesia homoer\u00f3tica do s\u00e1bado, nem na conversa sobre a poesia de Everardo Nor\u00f5es, nem no contraste entre as po\u00e9ticas de Nicolas Behr e Bruna Beber (talvez essa sim, n\u00e9?) mediadas pela Renata Pimentel, nem na mesa em que colocamos uma pessoa comum, um leitor, que leu &#8220;O p\u00facaro b\u00falgaro&#8221; para conversar com Mario Prata e Marcelino Freire sobre a obra e que foi, apesar da clara timidez do leitor, diante dos &#8216;monstros liter\u00e1rios&#8217;, um dos momentos mais lindos da FreePorto. N\u00e3o sei se estava em cada um desses momentos para entender se houve ou n\u00e3o discuss\u00f5es s\u00e9rias, que n\u00e3o precisam estar rodeadas por um ar academicista. Porque a literatura acontece na vida e n\u00e3o exclusivamente na academia. A literatura precisa pulsar em cada parte de sua vida, inclusive no quarto de meu filho, quando velo seu sil\u00eancio.<\/p>\n<p>Essa postura do &#8220;n\u00e3o vi e n\u00e3o gostei&#8221; \u00e9 complicada. Mas n\u00e3o \u00e9 preciso explicar nada, porque o simbolismo da FreePorto talvez s\u00f3 seja entendido depois. N\u00e3o \u00e9 conversa para agora. Mas, adianto o que falei l\u00e1 na FreePorto, para todo mundo ouvir:<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;quem quer conhecer escritores n\u00e3o vai para &#8216;festas liter\u00e1rias&#8217;, l\u00ea seus livros&#8221;.<\/p><\/blockquote>\n<p>D\u00e1 para entender o sentido da desconstru\u00e7\u00e3o da FreePorto agora? N\u00e3o, n\u00e9? Eu vi Cristhiano Aguiar na FreePorto, li seus coment\u00e1rios sobre a festa em seu blog e respeito totalmente o que disse, concordando com a maioria das coisas que falou. Afinal, \u00e9 a vis\u00e3o de um cr\u00edtico que esteve no lugar e se posicionou claramente, explicitando seus pontos de vista e afirmando categoricamente o que funcionou ou n\u00e3o para ele. Essa \u00e9 a postura que respeito e defendo, sempre.<\/p>\n<p>Em uma das interven\u00e7\u00f5es pelo Facebook, a professora Jacineide Travassos teceu cr\u00edticas sobre a apresenta\u00e7\u00e3o do Urros no A letra e a Voz, &#8220;Terrorismo Semi\u00f3tico&#8221;, que aconteceu na Rua da Moeda. Disse ela:<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Fiquei consternada quando fui ao Festival de Literatura Recifense e em lugar da Literatura encontrei um senhor com um pano envolvendo o rosto e a cabe\u00e7a, dramatizando o papel de um &#8220;terrorista semi\u00f3tico&#8221;.Todos riam, voc\u00ea (Johnny Martins) estava ao meu lado e sabe que Literatura n\u00e3o \u00e9 circo. S\u00f3 tenho a lamentar!!!&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Jacineide Travassos, em post do <a id=\"aptureLink_eU5kQzwtxc\" href=\"http:\/\/www.facebook.com\/photo.php?fbid=118716824863317&amp;set=a.111787715556228.9986.100001750012091&amp;comments\">Facebook<\/a>.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">Esse \u00e9 outro caso, de uma pessoa que viu e n\u00e3o entendeu nada. Ela deve ter ficado t\u00e3o &#8216;consternada&#8217; que nem sequer prestou aten\u00e7\u00e3o que o texto que o senhor leu (esse senhor sou eu, claro) foi um trecho de <em>Literatura e Sociedade<\/em>, de Antonio Candido. O techo em quest\u00e3o era &#8220;A posi\u00e7\u00e3o do artista&#8221;, p\u00e1gina 34, em que se discutem, como voc\u00ea deve saber, a posi\u00e7\u00e3o do artista na sociedade, sua inser\u00e7\u00e3o e legitima\u00e7\u00e3o, os conceitos de arte coletiva, <em>Volksgeist <\/em>etc. \u00a0N\u00e3o deve ter prestado aten\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m, no trecho final deste texto, que foi <em>inserido <\/em>por mim e que ela, talvez, tivesse creditado a Candido (?). Eis o princ\u00edpio do <em>terrorismo semi\u00f3tico: <\/em>o factoide acad\u00eamico como uma forma de desestabilizar o olhar acomodado, a pachorra, a repeti\u00e7\u00e3o pura e simples de um discurso pela manuten\u00e7\u00e3o de realidades confort\u00e1veis nesse nosso mundo &#8216;p\u00f3s-moderno&#8217;, t\u00e3o fragment\u00e1rio, que voc\u00ea tanto critica. Mas, enfim, o\u00a0\u00a0trecho que &#8216;inseri&#8217; foi:<!--nextpage--><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">&#8220;De modo que consideramos o conceito de coletivo liter\u00e1rio uma fal\u00e1cia. Mais: os chamados grupos liter\u00e1rios ou coletivos liter\u00e1rios, que curiosamente s\u00e3o uma febre em cidades como S\u00e3o Paulo ou Recife, a exemplo do grupo Poesia Maloqueirista ou Urros Masculinos, n\u00e3o passam de um equ\u00edvoco, baseado em ideias rom\u00e2nticas como as citadas anteriormente. Por \u00faltimo, mas n\u00e3o menos importante, cabe ressaltar que esse &#8216;reunismo liter\u00e1rio&#8217; \u00e9, na verdade, uma estrat\u00e9gia que, embora dotada de alguma legitimidade, porquanto esses grupos tentam inserir-se em sociedade sob o disfarce dessa &#8216;voz&#8217; coletiva, redundam em um embr\u00f3lio, um engodo, para ocultar uma verdade irrefut\u00e1vel: de que a literatura produzida por esses jovens nesses primeiros anos do s\u00e9culo XXI, requer muito trabalho est\u00e9tico para poder ser digna de nota.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Wellington de Melo, &#8220;citando&#8221; Antonio Candido em Terrorismo Semi\u00f3tico.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">A professora Jacineide Travassos deve desconhecer completamente o conceito de ironia, o que me espanta, j\u00e1 que ela \u00e9 uma estudiosa da obra de Dante. Sendo tamb\u00e9m uma estudiosa de Dante, deveria ter o humor mais apurado para perceber o que fa\u00e7o ao &#8216;criar&#8217; uma cr\u00edtica negativa ao Urros. Isso, F\u00e1bio, s\u00f3 mostra o quanto respeitamos o valor da cr\u00edtica e seu poder de legitima\u00e7\u00e3o. Se a &#8216;cr\u00edtica&#8217; da professora Jacineide Travassos levasse em conta, por exemplo, a pobreza da constru\u00e7\u00e3o intertextual que fiz e a fragilidade do meu texto, o contraste disso com o elemento c\u00eanico do capuz (pura ironia, mais uma vez), a minha fala, repetida diversas vezes durante a apresenta\u00e7\u00e3o, &#8220;\u00c9 que dizem que sou muito subversivo, quero preservar minha fam\u00edlia de repres\u00e1lias&#8221;. Se a cr\u00edtica levasse isso em considera\u00e7\u00e3o e julgasse fraca a apresenta\u00e7\u00e3o pelos motivos X, Y ou Z, eu me resignaria e tentaria melhorar o que foi falho. Resmungar, n\u00e3o vale. Pode ficar consternada, professora. Isso s\u00f3 \u00e9 um elogio, pois toda grande obra de arte (n\u00e3o sei se foi aquele o caso, certeza que n\u00e3o) \u00e9 aquela que nos tira da zona de conforto, que nos consterna de alguma forma. Muito obrigado.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Agora, em se falando em eventos, o\u00a0<a id=\"aptureLink_TWBC2ffoa8\" href=\"http:\/\/olaboratorio.wordpress.com\/\">Laborat\u00f3rio<\/a> foi um espa\u00e7o em que voc\u00ea poderia dizer exatamente tudo o que achava, ou n\u00e3o? No espa\u00e7o curto de tempo que o evento permitia, claro, com o formato que nos propusemos. E acredito que voc\u00ea fez isso, ou n\u00e3o? Eu ouvi ali\u00a0<a id=\"aptureLink_TQiuYXfmuT\" href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=uT-Uc5U675w\">suas posturas\u00a0sobre a poesia de Mir\u00f3<\/a>, sobre o hermetismo (eu li parte de sua tese para preparar o encontro), sobre a poesia brasileira contempor\u00e2nea. O que n\u00e3o se pode \u00e9 se fazer m\u00e9dia de um lado e criticar do outro, o que n\u00e3o acho que \u00e9 seu caso. N\u00e3o \u00e9? Marcelo Sandes, em <a href=\"http:\/\/www.cafecolombo.com.br\/2010\/12\/09\/um-breve-comentario-sobre-o-ufanismo-pernambuquista-literario\/comment-page-1\/#comment-5443\" target=\"_blank\">coment\u00e1rio<\/a> no blog do Caf\u00e9 Colombo, deu-me uma luz nessa quest\u00e3o:<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;(&#8230;) n\u00e3o faltam apenas bons escritores, h\u00e1 aus\u00eancia principalmente de cr\u00edticos consistentes que ultrapassem, por esmero profissional, nossos tra\u00e7os de cordialidade e personalismo \u2013 t\u00e3o presentes, entre outras ocasi\u00f5es, nas festividades.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Marcelo Sandes, no blog do <\/em><a id=\"aptureLink_IXg5kjRQA4\" href=\"http:\/\/www.cafecolombo.com.br\/2010\/12\/09\/um-breve-comentario-sobre-o-ufanismo-pernambuquista-literario\/\">Caf\u00e9 Colombo<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">Sobre o texto de Eduardo Maia, publicado na Eita!, eu escrevi um coment\u00e1rio no mesmo blog do <a href=\"http:\/\/www.cafecolombo.com.br\/2010\/12\/09\/um-breve-comentario-sobre-o-ufanismo-pernambuquista-literario\/\" target=\"_blank\">Caf\u00e9 Colombo<\/a>, sobre um post de teor semelhante, solicitando que ele escrevesse sobre esses autores fracos de que ele fala, fundamentando sua posi\u00e7\u00e3o, mas dando nome aos bois, como os cr\u00edticos liter\u00e1rios devem fazer. Acho que \u00e9 assim que se faz cr\u00edtica liter\u00e1ria, ou n\u00e3o? Para mim, o resmungo puro e simples \u00e9 in\u00f3cuo. Eu j\u00e1 bati nesta tecla in\u00fameras vezes, mas s\u00f3 ou\u00e7o sil\u00eancio, talvez porque o que escrevi e outros que vejo escrever n\u00e3o seja digno de nota ou porque nem sequer leram o que escrevi ou o que outros escreveram. A resposta de Eduardo Maia convenceu-me em parte, mas fica uma grande esperan\u00e7a, pois sua resposta inclu\u00eda o seguinte trecho:<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Em primeiro lugar, minha considera\u00e7\u00e3o anterior, obviamente, \u00e9 uma generaliza\u00e7\u00e3o e n\u00e3o tem nenhum elemento de legitima\u00e7\u00e3o argumentativa\u2026 O interessante e propriamente cr\u00edtico seria fazer o que voc\u00ea prop\u00f5e: uma an\u00e1lise de casos particulares. Por isso, meu coment\u00e1rio servia mais como uma provoca\u00e7\u00e3o do que como um argumento. (&#8230;)<\/p>\n<p>Mas claro, continuo em meras generaliza\u00e7\u00f5es, como voc\u00ea bem alertou. Estou vivendo faz alguns meses fora do pa\u00eds e, de fato, n\u00e3o tive acesso a textos recentemente publicados. Meu projeto, quando voltar, \u00e9, justamente, entre outras coisas, dedicar-me, de forma mais sistem\u00e1tica que antes, \u00e0 cr\u00edtica cultural (porque, no Recife, se algu\u00e9m se dedica somente \u00e0 cr\u00edtica liter\u00e1ria, morre por inani\u00e7\u00e3o f\u00edsica e intelectual). Portanto, o texto que voc\u00ea me pede \u00e9 justamente o que pretendo fazer. E n\u00e3o somente um.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Eduardo Maia, no blog do <\/em><a id=\"aptureLink_GgLIcBCdlK\" href=\"http:\/\/www.cafecolombo.com.br\/2010\/12\/09\/um-breve-comentario-sobre-o-ufanismo-pernambuquista-literario\/\">Caf\u00e9 Colombo<\/a><em>.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">O que eu sempre defendi no Urros, e acho que essa \u00e9 uma postura de Bruno e Artur tamb\u00e9m, \u00e9: precisamos nos ler para entender o que \u00e9 ou n\u00e3o relevante, mesmo o que n\u00f3s, do Urros, escrevemos. Melhorar o que n\u00f3s escrevemos, chegar a outro patamar algum dia, talvez. Eu li seu \u00faltimo livro, li o de Helder Herik, o de Andr\u00e9 de Sena, os de Artur Rog\u00e9rio, o de Everardo Nor\u00f5es. E tenho posi\u00e7\u00f5es cr\u00edticas sobre cada um deles, sobre o que me agradou e o que n\u00e3o me agradou. Mas minha pr\u00e1xis n\u00e3o \u00e9, necessariamente, escrever cr\u00edtica liter\u00e1ria. N\u00e3o \u00e9 meu papel.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Por \u00faltimo, F\u00e1bio, a despeito do que acham, o que eu quero \u00e9 que leiam o que escrevi e me fa\u00e7am ver o que funcionou e o que n\u00e3o. S\u00f3 assim crescemos, s\u00f3 assim evolu\u00edmos. Apenas os imbecis s\u00e3o avessos \u00e0 cr\u00edtica. Mas s\u00e3o imbecis tamb\u00e9m os que aceitam cr\u00edtica sem fundamento, o que batizei &#8211; j\u00e1 que a onda agora \u00e9 batizar as coisas &#8211; de &#8216;<em>resmunguismo liter\u00e1rio&#8217;<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Ent\u00e3o, um conselho a todos que tenho lido nesses \u00faltimos dias aqui pelo Facebook: peguem um livro na sua estante ou comprem um lan\u00e7amento de qualquer autor contempor\u00e2neo, em Pernambuco ou no Brasil, e exer\u00e7am a cr\u00edtica viva, sobre a literatura que est\u00e1 sendo produzida agora. N\u00e3o precisa abandonar suas paix\u00f5es do s\u00e9culo XIX ou mandar Dante ao Inferno (desculpem o trocadilho). \u00c9 apenas um exerc\u00edcio. Essa literatura precisa disso de voc\u00eas: que critiquem, com toda a sinceridade e toda a capacidade que voc\u00eas t\u00eam, estabelecendo pontes entre a produ\u00e7\u00e3o atual e tradi\u00e7\u00e3o, usando, enfim, o m\u00e9todo que acharem melhor. N\u00e3o estou pedindo afagos \u00e0 nova gera\u00e7\u00e3o de escritores nem aos escritores consagrados que continuam escrevendo, muito pelo contr\u00e1rio. Pe\u00e7o uma cr\u00edtica s\u00e9ria, de acordo, vejam s\u00f3, com a tradi\u00e7\u00e3o da cr\u00edtica. S\u00f3 isso. S\u00f3 a\u00ed, nesse momento, merecer\u00e3o ser lidos tamb\u00e9m, enquanto cr\u00edticos da literatura contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Agora, ningu\u00e9m \u00e9 obrigado a se interessar pela literatura contempor\u00e2nea. Nesse caso, o coment\u00e1rio de Cristiano Ramos, ao mesmo post de Eduardo Maia no Caf\u00e9 Colombo, me parece muito oportuno. Disse Ramos:<!--nextpage--><\/p>\n<blockquote><p>\u201cBem, mas e se eu n\u00e3o quiser garimpar, se eu n\u00e3o me interessar em verificar minhas opini\u00f5es sobre esses novos autores?\u201d. Ora, um cr\u00edtico pode ter seus interesses espec\u00edficos. O que, no entanto, pode dar no questionamento tamb\u00e9m natural: \u201cpor que n\u00e3o fica na sua especificidade, j\u00e1 que n\u00e3o est\u00e1 interessado em fundamentar opini\u00f5es sobre literatura contempor\u00e2nea\u201d?<\/p>\n<p>Todas as perguntas s\u00e3o leg\u00edtimas, desde que n\u00e3o interditem os questionamentos alheios. Assim como s\u00e3o naturais as r\u00e9plicas. Provocar melindrosamente \u00e9 ser aquele menino dono da bola, que gosta de cantar o jogo, mas, se levar uma chamada, toma a pelota e acaba com a pelada.<\/p>\n<p>Particularmente, minha preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o s\u00f3 estimular que esta gera\u00e7\u00e3o receba um m\u00ednimo de tempo, leitura e honesta avalia\u00e7\u00e3o. Que n\u00e3o seja condenada no ventre. Nem esteja, j\u00e1 ao cair na mesa de parto, sob julgamento por n\u00e3o ter a consci\u00eancia cr\u00edtica e criativa desses senhores com duas dezenas de livros publicados.<\/p>\n<p>Normal que os que envelhecem decretem a morte da literatura, ou pelo menos o seu ocaso iminente. Sempre foi assim. Dado novo \u00e9 o adesismo de tantos jovens, comprando o prato feito, engrossando as fileiras dos coveiros-sessent\u00f5es.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 novidade, sempre foi tamb\u00e9m rara em literatura. Mesmo em nosso ciclo modernista, que nasceu de um esfor\u00e7o de atualiza\u00e7\u00e3o da sensibilidade art\u00edstica, teve alguns poucos inovadores, contados nos dedos da m\u00e3o do presidente (ops, que deseleg\u00e2ncia a minha). Os demais, seguiam a boiada.<\/p>\n<p>Vis\u00f5es de mundo particulares e for\u00e7a imaginativa (para entrarmos nessa seara que \u00e9 impressionista, quando n\u00e3o desenvolvida) s\u00e3o igualmente constru\u00eddas com o tempo. Geralmente, se olharmos maioria dos autores respeitados, o que vem primeiro \u00e9 uma n\u00edtida voca\u00e7\u00e3o narrativa ou l\u00edrica, um dom\u00ednio da escrita que lhes permitiu lentamente edificar estilo e universo de temas, lentes.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Cristiano Ramos, no blog do <a id=\"aptureLink_OPyvs6WZGr\" href=\"http:\/\/www.cafecolombo.com.br\/2010\/12\/09\/um-breve-comentario-sobre-o-ufanismo-pernambuquista-literario\/\">Caf\u00e9 Colombo<\/a>.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\">Acho que \u00e9 isso, por enquanto.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Recife, 04 de janeiro de 2010.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em resposta a um coment\u00e1rio no Facebook e para fechar a quest\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":11539,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[1003,197],"class_list":["post-8441","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-literatura","tag-literatura","tag-opiniao"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Wellington de Melo &gt;&gt; Resposta a F\u00e1bio Andrade<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Em resposta a um coment\u00e1rio de F\u00e1bio Andrade no Facebook e para fechar a quest\u00e3o.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" 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