[vc_row css_animation=”” row_type=”row” use_row_as_full_screen_section=”no” type=”full_width” angled_section=”no” text_align=”left” background_image_as_pattern=”without_pattern”][vc_column][vc_text_separator title=”ESTRATÉGIAS” title_align=”separator_align_left” border=”no”][vc_empty_space height=”16px”][vc_column_text]Livros são artefatos culturais e seu valor simbólico na construção das subjetividades coletivas e individuais é imenso. Mas não se pode ignorar que também são bens de consumo e, por isso, seguem todas as regras de qualquer produto comercial.
As grandes editoras não ignoram diretrizes do marketing – talvez por isso sejam grandes – e lançamentos estratégicos são antecedidos de uma enorme movimentação de mídia e lobby com influenciadores. O produto precisa ser desejado, satisfazer o consumidor e suas necessidades, sejam elas reais ou fabricadas.
Não em vão, a maioria dos bestsellers de ficção reproduz uma estrutura quase infalível de narrativa para certa faixa de público, que almeja – mesmo que não necessite – os efeitos catárticos da jornada do herói.[/vc_column_text][vc_empty_space height=”16px”][vc_text_separator title=”LEITORES & LEITORES” title_align=”separator_align_left” border=”no”][vc_column_text]
O escritor-herói e a Matrix
[/vc_column_text][vc_empty_space height=”16px”][vc_column_text]O modelo da jornada do herói parece não funcionar com leitores mais experientes, cuja bênção reveste a editora de uma aura de credibilidade que os romances ready-made não permitem – a despeito das vendas arrasadoras. Por isso, às vezes o mercado precisa inventar outro Neo, com uma voz supostamente inovadora. Zion – a literatura – estaria livre do lugar comum. Até que ponto?[/vc_column_text][vc_empty_space height=”16px”][vc_text_separator title=”CRIVO DO TEMPO” title_align=”separator_align_left” border=”no”][vc_column_text]
O que se faz com a poeira espacial?
[/vc_column_text][vc_empty_space height=”16px”][vc_column_text]Com um bom aparato de marketing, é possível alçar autores e autoras a um patamar de visibilidade às vezes incompatível com a literatura que entregam aos leitores. A história recente do mercado editorial brasileiro é recheada de protegidos – bem-sucedidos ou não – que se deixam levar pelos jogos de seus publishers. Outros não são tão ingênuos.
O que comprovaria a eficácia da estratégia de criar “autores-mito” instantâneos seria o crivo do tempo, inimigo que o artificialismo das jogadas de marketing raramente venceu. Vários mitos messiânicos são releituras de mitos solares ancestrais. A recepção de uma obra ainda parece ser governada por lances de dados, mas é importante estimular a leitura de novos sóis. Só assim descobriremos se não eram estrelas verdadeiras, anãs vermelhas, supernovas ou poeira espacial.[/vc_column_text][vc_empty_space height=”16px”][vc_column_text]Texto publicado originalmente na coluna Mercado Editorial, do Suplemento Pernambuco, abril de 2018.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]