A rua

há algo calado nes­sas ilhas há algo calado que se remove debaixo de capas e capas e capas e capas de tinta des­sas pare­des silen­ci­a­das algo com cheiro de fúria calado debaixo da soli­dão imó­vel dos gra­fi­tes algo inci­ne­rado no altar da vila mada­lena há há uma fúria enco­berta por jas­mins aéreos há uma ampu­ta­ção em cada sor­riso uma fra­tura em cada sonho há algo há algo calado debaixo das rodas dos car­ros há algo por debaixo do ala­bas­tro das faces há algo há algo calado calado calado

  • http://www.versosvoadores.blogspot.com Álvaro Andrade

    Meu velho,

    belo poema! Lem­bro da Balada e lendo-o agora vejo que é mesmo muito bonito. Não soube dizer, mas o silên­cio de São Paulo, o algo calado, eu senti. (o MASP esconde um silên­cio enorme)

    Venho dar um passo na ponte que cons­truí­mos, para que a poe­sia possa fluir por mais um lado, desse infi­ni­tos que temos pela frente.

    Grande abraço, em meu nome e do Cole­tivo Muito Baru­lho Por Nada.

    Álvaro.

    ps: para­béns pelo site. é bonito retado!

    • http://www.wellingtondemelo.com.br Wel­ling­ton de Melo

      Valeu mesmo, cara!
      Esta­mos tão perto e tão longe, né? Vamos ten­tar fazer essas pontes!